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Rio Automação 2015

Entrevista exclusiva com Vinicius Strey, engenheiro da Chemtech

26/05/2015 | 17h00
Entrevista exclusiva com Vinicius Strey, engenheiro da Chemtech
Divulgação Divulgação

Hoje (26) encerra-se a 8° edição do Rio Automação 2015, evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), no Windsor Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

De olho no evento, a TN Petróleo realizou uma entrevista exclusiva com o engenheiro de sistemas e soluções sênior da Chemtech, Vinicius Strey, que afirma: “O setor de óleo e gás o coloca dentro da infraestrutura crítica nacional. Indústrias ligadas à infraestrutura crítica estão mais suscetíveis a incidentes de segurança, tanto pelo impacto gerado quanto pela alta sensibilidade das informações. Olhando mais a fundo, considera-se que os dados e sistemas de automação são as "joias da coroa".

Confira a entrevista na integra:

TN Petróleo - Como os princípios básicos de instrumentação e controle podem ser adaptados às novas tecnologias e processos?


Vinicius Strey -
Os princípios básicos de instrumentação e controle são universais, possuem uma base de conhecimento bem estabelecida e estão no DNA dos profissionais da área, desde a sua formação. Com a revolução trazida pelas novas tecnologias e processos percebeu-se que não é possível buscar a máxima eficiência operacional sem aceitar estas novas tendências, o que é um choque ao mundo industrial, resistente a mudanças. O principal desafio, comparando o cenário clássico, é garantir que os profissionais de instrumentação e controle conheçam suficientemente estas novas tecnologias e processos e tenham discernimento para tomar as melhores decisões para o seu negócio. Só assim conseguirão entregar valor e mostrar a importância de continuar a fazer estes novos investimentos.



Quais são as tendências da área de segurança da informação aplicáveis ao setor de óleo e gás? Como você vê o futuro da automação industrial no setor?

O setor de óleo e gás o coloca dentro da infraestrutura crítica nacional. Indústrias ligadas à infraestrutura crítica estão mais suscetíveis a incidentes de segurança, tanto pelo impacto gerado quanto pela alta sensibilidade das informações. Olhando mais a fundo, considera-se que os dados e sistemas de automação são as "joias da coroa". Os agentes maliciosos perceberam isto, porém muitas organizações ainda não. Entretanto, qualquer ataque ao setor de óleo e gás gera muita repercussão midiática e ninguém quer servir de estudo de caso para eventos futuros, comprometendo sua imagem diante de stakeholders. É fundamental que os responsáveis de segurança da informação da indústria de óleo e gás se preparem para as novas ameaças de segurança de maneira estruturada. Isto significa gerenciar os riscos adequadamente, com a mesma seriedade que a organização deve gerenciar os ricos de saúde, segurança pessoal e meio ambiente, e direcionar seus investimentos de maneira embasada, com foco em pessoas e processos, na mesma extensão que já condiciona para as tecnologias. Não há solução milagrosa quando se fala em segurança da informação industrial. É um programa que deve ser bem desenvolvido.



Quais são os riscos do ambiente industrial ao ambiente corporativo?


Até alguns anos atrás, os ambientes industrial e corporativo eram segregados. Não havia a troca de informações. Atualmente, passamos por um processo de convergência entre os dois ambientes. E, obviamente, com esta convergência, surgem discussões sobre papéis e responsabilidades, fluxos de dados, integrações e, também, riscos. Os riscos introduzidos são bilaterais. A integração com o ambiente corporativo trouxe muitos riscos de segurança ao ambiente industrial derivados do simples fato de que, agora, os sistemas de controle podem, em teoria, ser acessados pela rede mundial por alguém sem autorização. Atualmente, o engenheiro de automação e instrumentação, ao executar um projeto, precisa considerar requisitos de segurança que extrapolam os convencionais, além dos tradicionalmente aceitos, como incêndios, falhas eletrônicas e falhas em utilidades.Do ponto de vista do ambiente corporativo, a integração com o ambiente industrial gerou um fenômeno interessante. Os donos do negócio passaram a perceber o quanto a automação e instrumentação é crítica e introduz riscos de continuidade para o negócio. Por incrível que pareça, antigamente estas áreas ainda eram consideradas secundárias. O profissional de automação e instrumentação deve aproveitar esta exposição dos riscos para pleitear seus investimentos.



Fonte: Redação TN / Assessoria
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