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São Francisco

Entre a preservação e o desemprego

06/02/2006 | 00h00

A população faz coro ao apontar a maior carência das cidades do Norte de Minas Gerais: emprego.

Durante décadas, a produção de carvão vegetal desordenada proporcionou trabalho, mas transformou a paisagem, famosa pelas veredas de Guimarães Rosa. O maior rigor na fiscalização ambiental nos últimos anos devolveu parte do cerrado e, simultaneamente, arrancou pelas raízes a atividade econômica mais relevante dos sertanejos.
O sustento da família de Maria Gomes, com 12 filhos, é o Bolsa-Família. Já foi a carvoaria, na qual todos trabalhavam. Hoje só há lugar para um: o marido de Maria ganha cerca de R$ 12 por dia nos fornos. O problema é que nem todo dia há serviço. Em vez de queimar a mata nativa, os produtores foram obrigados a investir no cultivo de eucaliptos para utilizá-los na carvoaria.

Os produtores de carvão reduziram ou abandonaram a atividade por causa das novas obrigações impostas pelo governo federal, como relatam funcionários da Prefeitura de Santa Fé de Minas. O chefe de gabinete da prefeitura, Anderson Braga, reconhece a necessidade ambiental de combater a destruição do cerrado. Critica, porém, o fato de os municípios não terem recebido aumento nas transferências governamentais para compensar o desemprego.

``Não tivemos nem mais um tostão por causa desta lacuna. A depredação da mata nativa era escandalosa; tinha de ser combatida, mas a população ficou mais carente``, afirma Braga. Ele aposta nos royalties do gás natural e petróleo para reinvestir em alternativas de emprego. Na gaveta por falta de verba, há projetos de cultivo de buritis, palmeiras que proporcionam artesanato e produção de móveis. Outras alternativas são culturas de pitanga, mangaba e cana-de-açúcar.

Sem recursos, a economia local depende da criação de gado e da decadente carvoaria. A falta de opção é queixa da lavadeira Marcolina Alves Ferreira, que aos 52 anos batalha à beira do córrego que corta a cidade de Santa Fé.



Fonte: Jornal do Brasil
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