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Matriz Energética

Energia nuclear desponta como solução estratégica para demandas de consumo

17/08/2015 | 10h15

O setor energético do País passa por críticos momentos. A escassez de chuvas e os baixos níveis de armazenamento acarretam falhas no fornecimento e altas tarifas aos consumidores. Uma crise que afeta o balanço econômico e exige do setor industrial e outros segmentos a busca por alternativas viáveis e sustentáveis para a geração e distribuição de energia.

Há anos a utilização da energia nuclear como principal fonte do insumo vem sendo discutida, mas os investimentos não foram levados adiante. A constatação é do presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), Antônio Müller. "Se chegarmos ao ano 2020 ou 2030 sem a utilização da energia nuclear, teremos sérios problemas de consumo", prevê Müller, que é um dos palestrantes da 16ª edição do Energy Summit, tradicional fórum de discussões do setor energético realizado em setembro, em São Paulo.
Porém, a projeção nada favorável do setor energético, devido ao estresse hídrico do país, mudou o tom das discussões sobre a construção de novas usinas nucleares. O Plano Nacional de Energia para 2030 (PNE 2030), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, apontava a construção de usinas nucleares que somariam mais 8 mil megawatts (MW) ao sistema elétrico nacional caso a demanda sofresse um brusco aumento. O plano está sendo revisado, com horizonte para 2050. Para os especialistas, a revisão vem em boa hora e o aprimoramento da tecnologia de enriquecimento de urânio é apontado como estratégico para o país. 
O Brasil é a sexta maior reserva de urânio - base da energia nuclear - no mundo e apenas 25% do território nacional foi prospectado em busca de novas jazidas. "Há ainda 75% para ser prospectado. As bacias brasileiras possuem grande quantidade de urânio e podemos aproveitá-las. Além de proporcionar um amplo desenvolvimento econômico, com a implantação de usinas nucleares remotas, é uma fonte sustentável de energia", defende o presidente da ABDAN. A energia nuclear é considerada uma fonte limpa de energia por ter em sua operação uma baixa emissão de gás carbônico, principal responsável pelo 'efeito estufa'.
Atualmente, há no mundo mais de 430 usinas nucleares em operação e 70 em construção. "Deste total de usinas em operação, 100 estão instaladas nos Estados Unidos. A pretensão dos norte americanos é retirar as antigas usinas de carvão, altamente poluentes, e implantar usinas nucleares remotas", detalha. De acordo com Müller, a hidrelétrica e a nuclear possuem investimentos parecidos, mas as usinas nucleares possuem baixo custo de manutenção e operação.
Esses e outros detalhes cedidos por Müller integram a grade de discussões da 16ª edição do Energy Summit, que acontece de 15 a 17 de setembro, no Hotel Pullman Vila Olímpia, em São Paulo (SP). O evento reunirá profissionais e especialistas em debates sobre as necessidades de crescimento e novas estratégias de negócio e atuação. Mais informações em http://www.informagroup.com.br/energy-summit/pt.

O setor energético do País passa por críticos momentos. A escassez de chuvas e os baixos níveis de armazenamento acarretam falhas no fornecimento e altas tarifas aos consumidores. Uma crise que afeta o balanço econômico e exige do setor industrial e outros segmentos a busca por alternativas viáveis e sustentáveis para a geração e distribuição de energia.

Há anos a utilização da energia nuclear como principal fonte do insumo vem sendo discutida, mas os investimentos não foram levados adiante. A constatação é do presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), Antônio Müller. "Se chegarmos ao ano 2020 ou 2030 sem a utilização da energia nuclear, teremos sérios problemas de consumo", prevê Müller, que é um dos palestrantes da 16ª edição do Energy Summit, tradicional fórum de discussões do setor energético realizado em setembro, em São Paulo.

Porém, a projeção nada favorável do setor energético, devido ao estresse hídrico do país, mudou o tom das discussões sobre a construção de novas usinas nucleares. O Plano Nacional de Energia para 2030 (PNE 2030), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, apontava a construção de usinas nucleares que somariam mais 8 mil megawatts (MW) ao sistema elétrico nacional caso a demanda sofresse um brusco aumento. O plano está sendo revisado, com horizonte para 2050. Para os especialistas, a revisão vem em boa hora e o aprimoramento da tecnologia de enriquecimento de urânio é apontado como estratégico para o país. 

O Brasil é a sexta maior reserva de urânio - base da energia nuclear - no mundo e apenas 25% do território nacional foi prospectado em busca de novas jazidas. "Há ainda 75% para ser prospectado. As bacias brasileiras possuem grande quantidade de urânio e podemos aproveitá-las. Além de proporcionar um amplo desenvolvimento econômico, com a implantação de usinas nucleares remotas, é uma fonte sustentável de energia", defende o presidente da ABDAN. A energia nuclear é considerada uma fonte limpa de energia por ter em sua operação uma baixa emissão de gás carbônico, principal responsável pelo 'efeito estufa'.

Atualmente, há no mundo mais de 430 usinas nucleares em operação e 70 em construção. "Deste total de usinas em operação, 100 estão instaladas nos Estados Unidos. A pretensão dos norte americanos é retirar as antigas usinas de carvão, altamente poluentes, e implantar usinas nucleares remotas", detalha. De acordo com Müller, a hidrelétrica e a nuclear possuem investimentos parecidos, mas as usinas nucleares possuem baixo custo de manutenção e operação.

Esses e outros detalhes cedidos por Müller integram a grade de discussões da 16ª edição do Energy Summit, que acontece de 15 a 17 de setembro, no Hotel Pullman Vila Olímpia, em São Paulo (SP). O evento reunirá profissionais e especialistas em debates sobre as necessidades de crescimento e novas estratégias de negócio e atuação. Mais informações em http://www.informagroup.com.br/energy-summit/pt.



Fonte: Redação/ Assessoria
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