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Sexta Rodada

Empresas vão investir R$ 2 bilhões em exploração de petróleo até 2010

19/08/2004 | 00h00

Depois de um início conturbado, com a cassação de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo próprio presidente do órgão, a Sexta Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) foi considerada um sucesso pelo governo e a indústria. A arrecadação de R$ 665,3 milhões foi a maior desde 1998, quando foi realizado o primeiro leilão. Trata-se do maior valor já pago por blocos no Brasil desde a Quarta Rodada, realizada em 2002, quando as ofertas totalizaram R$ 594,9 milhões. Das 24 empresas habilitadas, 18 arremataram áreas. Juntas, elas se comprometeram a investir R$ 2,05 bilhões somente na fase de exploração, que tem prazo de dois a seis anos.
A Petrobras desembolsou R$ 437 milhões para arrematar 107 dos 154 blocos concedidos no leilão. Ela terá 100% em 55 blocos e parcerias com empresas nacionais e estrangeiras no restante. A estatal respondeu 65,7% da arrecadação. Das 113 ofertas feitas durante os dois dias de licitação, a estatal perdeu apenas seis, tendo se comprometido a investir R$ 1,5 bilhão.
O diretor-geral da ANP, Sebastião do Rego Barros, destacou ainda entre os êxitos do leilão o tamanho do conjunto de áreas arrematadas, que somou 39.657 quilômetros quadrados. Segundo Rego Barros, o volume é mais importante do que a comparação simples entre os 913 blocos oferecidos, o que pode parecer que houve muita sobra de áreas. "Um dos indicadores do sucesso dessa rodada é que a média concedida nas três primeiras rodadas foi de 50 mil quilômetros quadrados em média.", frisou.
O gerente-executivo de Exploração e Produção da área corporativa da Petrobras, Francisco Nepomuceno, disse que para garantir tempo suficiente para avaliar e dimensionar as descobertas anunciadas em 2003, nos chamados blocos azuis, adquiridos na Rodada Zero, a estratégia foi cercar esses blocos, que têm alto potencial. "Protegemos as áreas onde fizemos descobertas e também as áreas consideradas novas fronteiras, onde já temos atividade exploratória como a Foz do Amazonas, Pará-Maranhão e Barreirinhas", disse.
Um caso chamou a atenção no leilão. Um consórcio formado pela Devon, Kerr McGee e a SK derrotou a Petrobras na disputa por um bloco no índice de nacionalização. O índice apresentado pelos vencedores, de 51% na aquisição de dados, 81% na fase de desenvolvimento da produção, contra índices de 51% e 33% apresentados respectivamente pela Petrobras, intrigou o gerente de estratégia e planejamento de novos negócios de E&P da estatal, Reneu Rodrigues da Silva. "Os 70% propostos pela Petrobras, que é a empresa com maior capacidade de utilização de conteúdo nacional já eram audaciosos, e os 81% da proposta vencedora são irrealizáveis".
O presidente da Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip), Elói Fernandez, também se disse preocupado. "As empresas apresentaram hoje (ontem) índices de nacionalização que, apesar de ideais, são inatingíveis não só para a realidade brasileira, mas para qualquer país e qualquer empresa", afirmou Fernandez.
A secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Maria das Graças Foster, achou a proposta do consórcio liderado pela Devon "um caso fora da curva" e que por isso será acompanhado de perto. "As empresas que ofertaram acima daquilo que elas eventualmente não poderão atender serão monitoradas de forma muito zelosa pela ANP. Não tenham dúvidas quanto a isso`, frisou.
A participação de empresas brasileiras também foi recorde: além da Petrobras, sete companhias levaram blocos e apenas a Schahin Engenharia não fez oferta.
Encerrada a Sexta Rodada, o coordenador jurídico do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Sílvio Rodrigues, diz que o objetivo da indústria é ajudar o governo a derrubar definitivamente a Adin proposta pelo governo do Paraná. Segundo Rodrigues, o IBP pretende entrar junto ao STF pedindo sua admissão como "amicus curiae", o que em linguagem jurídica significa um apoio do setor ao governo.



Fonte: Valor Econômico
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