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Gás natural

Empresas vão gerar 41 mil empregos

06/02/2006 | 00h00

Investimentos em exploração na bacia chegarão a US$ 125 milhões em seis anos.

A exploração na Bacia do São Francisco começou na década de 60, com a descoberta de emanações de gás. Em 1970, o município de Montalvânia, na divisa com a Bahia, foi objeto de estudos. Mesmo assim, o interesse das empresas só veio em 2005, depois de tentativa frustrada de leilão da Agência Nacional do Petróleo, em 2002, quando nenhuma companhia apresentou lances.
O súbito apetite intriga o diretor da Geobras, Luiz Andrade. Segundo ele, foi justamente neste período que a empresa de pesquisas em mineração descobriu o potencial de gás por meio de estudo aerogeofísico (avião equipado com sensores que identificam hidrocarbonetos).

– Multinacionais ligam perguntando como temos informações tão parecidas.

Todas as nove áreas que ganhamos, a Petrobras disputou conosco. E em todas que eles arremataram, também fizemos lances – lembra.

Se a Geobras insinua que houve vazamento de informação, para o presidente da BG, Luiz Costamilan, o crescimento do consumo de gás no país, sem proporcional aumento da oferta, nos últimos dois anos, explica a mudança de comportamento das empresas. Para o superintendente da ANP, Milton Franke, bastaram algumas palestras sobre o fenômeno que ocorre na região para o desprezo acabar. As dúvidas sobre o rumo da Bolívia, fonte de mais da metade do gás natural consumido no país, também podem ter disparado o gatilho da disputa.

Com 41 mil postos de trabalho prometidos pelas empresas que arremataram as concessões, São Francisco é com folga a bacia terrestre com mais potencial de investimentos e geração de emprego no país. O investimento em exploração de toda a bacia nos próximos seis anos chega a US$ 125 milhões. Para vencer a Petrobras na disputa, só a Geobras prometeu R$ 114 milhões. “Se o gás sai assim no raso, imagina com mais profundidade. Onde há fumaça, há fogo”, comemora Andrade.

A ANP deu prazo de seis anos para que as empresas descubram se há produção em escala comercial. O grupo argentino Oil M&S, que ficou com 21 áreas, planeja entregar até abril o plano de investimento, segundo seu representante no Brasil, Marcelo Ferreira. A empresa de terminais aero-rodoviários Tarmar também adquiriu um bloco e o consórcio formado por Orteng Equipamentos e Sistemas, Codemig, Delp Engenharia e Logos Engenharia ficou com outro.

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, afirma que ainda se sabe pouco sobre a bacia porque as pesquisas foram iniciadas na época em que a estatal só tinha olhos para a Campos, no Estado do Rio – alavanca da auto-suficiência em petróleo, que será comemorada este ano. Dados concretos, só a partir da perfuração de dois poços, em parceria com a BG. 



Fonte: Jornal do Brasil
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