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Gás na Economia 2011

Empresas, institutos de pesquisa e universidades unem esforços pela demanda do pré-sal

22/09/2011 | 10h44

O Brasil vai precisar de 200 mil engenheiros e tecnólogos só para atender a cadeia de petróleo e gás nos próximos anos. Além disso, cerca de 90% do material e equipamento utilizados atualmente no segmento é de empresas estrangeiras (importados ou produzidos no Brasil), o que revela um promissor campo a ser ocupado por empreendedores brasileiros.

Para atender essa demanda, a necessidade de uma maior aproximação entre empresas, institutos de pesquisa e universidades é consenso entre especialistas que participaram do Gás na Economia 2011 - Fórum de Ciência e Tecnologia, Pesquisa e Inovação / Parque Tecnológico de Santos. O evento reuniu cerca de 350 pessoas nesta terça-feira (20) no Mendes Convention Center, em Santos-SP.

Para o secretário nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ronaldo Mota, a criação de parques tecnológicos como o que será implantado em Santos é fundamental para promover essa interface. “Além de despertar o empreendedorismo e atrair empresas novas, oferece oportunidades de pesquisa e desenvolvimento. As cidades que mais vão aproveitar os benefícios trazidos pelo petróleo e gás são aquelas que promovem uma maior sinergia entre as universidades e quem quer investir”, ressaltou.

A Petrobras, que terá um núcleo regional de pesquisa inserido no futuro parque, também foca esta aproximação entre empresa e pesquisa. Segundo Luis Claudio Souza Costa, gerente de relacionamento com a Comunidade de Ciência e Tecnologia (Cenpes), a estatal está cada vez mais voltada para o desenvolvimento da tecnologia nacional. "“Trabalhamos com três eixos neste segmento: a própria Petrobras, os centros, universidades e institutos de pesquisa e também nossos fornecedores. Entre 2008 e 2010 investimos US$ 2,6 bilhões em desenvolvimento de tecnologia”", afirmou.

Durante o evento, o diretor de Engenharias, Ciências Exatas e Humanas e Sociais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), Guilherme Sales Soares de Azevedo Melo, destacou a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial (Embrapii), que deve entrar em atividade já em 2012.

A instituição seguirá os moldes da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e terá o apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial da Bahia (Senai-Cimatec), Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e da Inovação (Setec/MCTI) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).


Parque está próximo

A Prefeitura de Santos já está concluindo os estudos necessários para a implantação do parque tecnológico na área do Valongo, no Centro Histórico do Município. O governo do estado vai, por sua parte, acelerar a implantação da unidade assim que receber os projetos. Este foi o compromisso assumido pelo secretário municipal Desenvolvimento e Assuntos Estratégicos, Márcio Lara, e pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa, durante painel realizado no Gás na Economia.

“"Será um parque de terceira geração, com o que há de mais moderno no mundo. Haverá no espaço uma rede coesa de trabalho conjunto de centros de pesquisa, universidades, órgãos e empresas para consolidar a imagem de Santos como uma cidade de conhecimento, tecnologia e inovação. Estamos concluindo os últimos planos para encaminhar ao governo do estado"”, disse Lara.

O secretário estadual Paulo Alexandre Barbosa disse, por sua vez, que, assim que receber os planos, vai acelerar a implantação do parque tecnológico santista. "“Nenhuma região do país vai se desenvolver como Santos nos próximos anos. Precisamos preparar a região para o que está por vir com os investimentos em petróleo e gás"”, afirmou.


Momento histórico

O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, destacou o momento histórico que passa a cidade. "“Este evento mostra que o município está unido em torno desse objetivo de promover um desenvolvimento de forma sustentável. O mais importante é que tudo vem sendo construído com a participação de todos os segmentos da sociedade, principalmente com o envolvimento de todas as universidades da região. A Baixada Santista saí na frente e só tem a ganhar com isso"”.

O presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Michael Tim, também destacou a participação coesa dos vários setores da sociedade. "“A implantação do Parque Tecnológico é resultado direto desta parceria entre as universidades e as empresas, com o auxílio do governo do estado. Santos têm competência para contribuir nas áreas de ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento da economia do estado e do país"”, ressaltou.



Fonte: Redação
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