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Gás

Empresários querem reduzir restrições ao uso do GLP

04/08/2006 | 00h00

Objetivo é acabar com a proibição do uso do combustível em alguns setores como o industrial. Empresários do setor de Gás Liqüefeito de Petróleo (GLP) estão em campanha para aumentar o mercado do produto. A crise causada pela nacionalização do gás natural boliviano e o medo de falta do produto criaram o cenário ideal para que os distribuidores do chamado gás de cozinha retomassem antiga reivindicação: acabar com a proibição do uso de GLP no aquecimento de piscinas, caldeiras, em veículos e em setores da indústria.

Segundo dados do Sindicato das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás), a retirada das restrições aumentaria a venda do produto em até 15% imediatamente. As empresas reclamam também do que chamam de "subsídio indireto" do governo para o produto. Desde 2003, a Petrobras não reajusta o preço do GLP nas refinarias, o que, conforme dados do setor, causou uma defasagem de 35% no valor do produto.

"A própria ANP (Agência Nacional do Petróleo) concorda que não há mais porque proibir o uso do GLP para outros fins", diz o presidente do Sindigás, Sérgio Bandeira de Mello. "Acredito que a curto prazo conseguiremos acabar com a restrição para o uso em piscinas e caldeiras, pelo menos", acrescenta.

A proibição ao uso do GLP foi determinada por resolução de 1978. Na época, 80% do gás de cozinha consumido no Brasil era importado, e o governo não queria estimular a utilização de um insumo caro e subsidiado. Hoje, 96% do produto é explorado no Brasil, e a expectativa é de que o país alcance auto-suficiência do GLP ainda este ano. No mês passado, o superintendente de Abastecimento da ANP, Roberto Ardenghy, confirmou a este jornal que a agência estuda acabar com as restrições. "Vamos avaliar o impacto no mercado dessa medida", disse Ardenghy.

Procurada ontem, a ANP não se manifestou.

O setor de GLP defende menos interferência do governo no mercado. De acordo com empresários, a liberação do produto para outros fins ainda não foi feita porque, com o aumento da demanda, a Petrobras não conseguiria manter o produto abaixo do preço de mercado como, acusam, vem fazendo.

"O governo usa o GLP para fazer política eleitoreira" declara o presidente do Centro Brasileira de Infra-Estrutura (CBIE), Adriano Pires. " Não sou contra subsidiar o gás de cozinha, mas o governo faz isso com o dinheiro das empresas", complementa Pires.

Segundo o consultor, o governo mantém os preços do botijão artificialmente baixo para garantir a consumidores de baixa renda acesso ao produto. Pires sugere que o governo crie programas sociais para auxiliar os consumidores de baixa renda a comprar o gás de cozinha, nos moldes de programas como o "Vale Gás", criado no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"O que o governo faz com o mercado de GLP é uma injustiça social", acusa Pires. "O subsídio diminui a lucratividade das empresas e beneficia pobres e ricos da mesma maneira", arremata.



Fonte: Gazeta Mercantil
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