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Internacional

Empresa desconhecida compra unidade da Yukos

20/12/2004 | 00h00

A desconhecida Baikal Finance Group foi a vencedora do leilão de venda da principal unidade petrolífera da gigante russa Yukos, a Yuganskneftegazm, realizado ontem e que durou apenas 10 minutos.
O Serviço Federal Antimonopólio autorizou, na sexta-feira, a participação de quatro empresas: Grazpromneft, Baikal, Intercom e First Venture Company, mas apenas as duas primeiras fizeram lances.
A Baikal desbancou a estatal e favorita Gazprom com um lance de 260,75 bilhões de rublos (US$ 9,37 bilhões). Ainda não está claro se a Baikal tem alguma ligação com a Gazprom ou se representa interesses de concorrentes. Empresas russas freqüentemente participam de leilões por meio de outras companhias. Fontes próximas à Yukos sugerem que por trás das quatro companhias que manifestaram interesse em adquirir a Yugansk estava a Gazprom.
Analistas de mercado entrevistados pela agência oficial russa Itar-Tass disseram, no final do leilão, que o endereço de pessoa jurídica da Baikal, na cidade de Tver, cerca de 130 quilômetros ao norte de Moscou, é o mesmo de uma das filiais da Gazprom.
No entanto, um porta-voz da gigante russa do gás negou que a Gazprom tenha ligações com o grupo vencedor. "É difícil digerir a notícia em poucos minutos. Nem sequer conheço a Baikal", disse o presidente da união de industriais do setor do gás e petróleo da Rússia, Guennadi Shmal.
Autoridades judiciais colocaram a Yugansk em leilão para ajudar a recuperar parte das dívidas da Yukos, de US$ 27,5 bilhões, acumuladas no período de 2000 a 2003. Existiam dúvidas até o último momento sobre a realização da venda, depois de a Yukos entrar com um pedido de concordata na Justiça americana na semana passada. Foram leiloadas 76,79% das ações e o pagamento terá se ser efetivado em duas semanas
Uma corte de Houston enviou uma medida impeditiva para barrar a venda e excluiu a participação da Gazprom. Mas o premiê russo, Mikhail Fradkov, disse que a questão seria definida apenas pela legislação da Rússia. A Gazprom, maior empresa mundial de gás, é vulnerável a ordens da Justiça internacional por conta de suas massivas exportações. A decisão americana assustou um consórcio bancário que apoiaria a Gazprom.
A Yukos reagiu imediatamente denunciando o leilão como sendo ilegal e avaliou que a Baikal tinha comprado problemas. "A empresa (Yukos) considera que a vitória no leilão trouxe consigo uma dor de cabeça de US$ 9 bilhões", disse o porta-voz da petrolífera, Alexander Shadrin. "Aqueles que se postam atrás do vencedor... sujeitaram seus negócios a riscos legais consideráveis. Nós declaramos que a venda é ilegal", disse o porta-voz.
Antes do remate, advogados do grupo financeiro Menatep, principal acionista da Yukos, alertaram que entrarão com ações legais contra o comprador.



Fonte: Valor Econômico/ag.
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