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Energia elétrica

Em outubro o consumo de energia elétrica foi de 3,1% no Brasil

10/11/2017 | 06h54
Em outubro o consumo de energia elétrica foi de 3,1% no Brasil
TN Petróleo TN Petróleo

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 31 de outubro indicam aumento de 3,1% no consumo e de 2,4% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Em outubro, o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN somou 61.909 MW médios, aumento de 3,1% na comparação com o consumo ao longo de outubro do ano passado. No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, o boletim aponta elevação de 12,4% no consumo, índice que já leva em conta as novas cargas de consumidores vindas do mercado cativo (ACR). Sem a presença dessas cargas na análise, o ACL teria aumento de 1,3% no consumo.

O consumo no Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, ficou praticamente estável, registrando queda de apenas 0,3%, índice que reflete a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Haveria alta de 4% no consumo, caso a migração fosse desconsiderado na análise.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de veículos (+9,2%), têxtil (+4,7%) e de saneamento (+4,4%) registraram incremento no consumo, mesmo quando a migração é desconsiderada. Nesse mesmo cenário, os maiores índices de retração pertencem aos segmentos de bebidas (-4,1%), químico (-3,5%), e de extração de minerais metálicos (-2,4%).

A análise indica ainda que, em outubro, a geração de energia no Sistema totalizou 63.620 MW médios, montante 2,4% superior à produção em 2016. O crescimento é impulsionado pelo incremento de 25,8% na geração das usinas térmicas e de 32% das eólicas. A geração hidráulica, que inclui grandes e Pequenas Centrais Hidrelétricas, foi 9,2% inferior à produção de energia no mesmo período do ano passado. Além disso, foi identificado intercâmbio internacional de 184,1 MW médios para este período.

O InfoMercado Semanal Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em outubro, o equivalente a 62,5% de suas garantias físicas, ou 37.727 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 68,6%.



Fonte: Redação/Assessoria CCEE
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