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Eletricidade

Eletropaulo, sonho cada vez mais longe da CPFL

12/07/2011 | 09h52
A Camargo Corrêa está cada vez mais longe de comprar a Eletropaulo, em um arranjo que era apoiado pelo BNDES. O problema é o preço. O sonho ficou caro demais e o BNDESPar está em uma encruzilhada no que se refere à sua participação na Brasiliana, onde é sócia do grupo americano AES no controle da Eletropaulo e da AES Tietê.
 
De um lado, o governo ainda tem resistência em deixar que os americanos assumam definitivamente o controle da distribuidora paulista. De outro, o banco precisa fazer caixa, mas não consegue convencer os americanos a vender sua parte na Eletropaulo.

"Foi quando os chineses compraram 15% das ações da AES Corp. (em 2009) que a AES se tornou invendável", disse uma fonte muito próxima aos principais executivos do BNDES. "O grupo ficou capitalizado e, por consequência, a Eletropaulo ficou cara demais".
 
Executivos que chegaram a analisar a empresa contam que duas são as dificuldades: o prêmio que a AES exigiria para entregar o controle e o custo de estender esse direito aos minoritários da Eletropaulo. Pelo estatuto da empresa todos os detentores de ações têm direito a 100% do chamado 'tag along', o que poderia dobrar o valor da companhia. Cerca de 56% do capital da Eletropaulo está em circulação no mercado. As estimativas dão conta de cifras acima da dezena de bilhões de reais para essa aquisição.

As notícias de que o BNDESPar sairia do negócio, na semana passada, e de que a empresa poderia ser vendida para a CPFL, fizeram as ações subirem 5% em bolsas de valores pela expectativa do prêmio a ser pago a minoritários. Ontem, analistas disseram que a entrevista concedida ao 'Valor' por um dos principais executivos da AES, Andres Gluski, que disse que a empresa não sairá do Brasil, nem da Eletropaulo, esfriou os ânimos. As ações caíram 1,3%. A expectativa de que a AES exerça seu direito de preferência - caso BNDES decida vender sua parte - não dá direito ao 'tag along' a minoritários, pois não haveria mudança de controle.

Nos últimos anos, a Camargo Corrêa já tentou por pelo menos duas vezes comprar a distribuidora paulista. A primeira delas, em 2009, foi feita em conjunto com a Odebrecht. O grupo baiano tinha interesse nos ativos de geração da AES e a Camargo faria a compra da Eletropaulo via CPFL, com amplo apoio da Previ, que é sócia da construtora na elétrica. A proposta foi preparada em conjunto, mas chegou tarde. As dificuldades financeiras da AES naquele ano, ainda no auge da crise financeira mundial iniciada em 2008, eram grandes, mas os chineses fizeram um aporte significativo, o que ofuscou qualquer proposta dos brasileiros.

Em meados do ano passado, a Camargo iniciou uma nova investida. Dessa vez, a construtora negociou diretamente, sem participação da CPFL. Até agora não se chegou a nenhum acordo e os americanos estão irredutíveis. Inicialmente, eles se mostraram abertos a negociar sob a sombra dos impactos do terceiro ciclo de revisão tarifária que vai reduzir fortemente os ganhos com a atividade de distribuição no país. Andres Gluski foi taxativo em dizer que o terceiro ciclo não mudará a visão da AES sobre o Brasil.


Fonte: Valor Econômico
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