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Negociação

Eletronuclear quer bolsa para engenheiro

19/07/2010 | 10h38
A Eletronuclear negocia a criação de um programa de bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação em engenharia nuclear. O objetivo é incentivar a formação de uma nova geração de profissionais.


Segundo Leonam dos Santos Guimarães, assistente da presidência da Eletronuclear, a estatal tem conversado, ainda em caráter preliminar, com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).


Os principais projetos previstos no setor são a construção da usina de Angra 3 e uma nova central nuclear no Nordeste, além da construção de um reator multipropósito (destinado à pesquisa científica e à fabricação de radiofármacos, usados em exames de imagem e no tratamento de doenças). Na construção de uma usina, somente 15% do pessoal empregado precisa ter formação especializada.O setor tem sofrido, no entanto, com a concorrência da área de petróleo e dos projetos relacionados ao pré-sal.


"A Petrobras é um aspirador, que está empregando grande quantidade de engenheiros. É preciso criar mecanismos de incentivo", afirma Aquilino Senra, professor de engenharia nuclear da Coppe/UFRJ.Atenta ao aquecimento do mercado, a UFRJ lançou o primeiro curso de graduação em engenharia nuclear. Até então, o curso só estava disponível na pós-graduação.


TROCA DE CURSO
 
 
A retomada do programa nuclear foi o que animou Juliana Duarte, 23, a abandonar o último ano de física na Unicamp e se inscrever em engenharia nuclear. "Quero trabalhar na área de pesquisa de reatores nucleares. O país precisa produzir mais energia, é uma área com perspectiva de crescimento", disse. Cálculos da Aben (Associação Brasileira de Energia Nuclear) mostram que a média de idade dos profissionais do setor é de 54 anos.


"Para um programa de quatro usinas nucleares até 2030, como estimou inicialmente o governo, seria necessário contar com 3.000 profissionais diretamente envolvidos com essa indústria", afirma o presidente da Aben, Guilherme Camargo.


Ele destaca que o país já contou com ao menos dois programas de formação profissional para o setor, nas décadas de 1970 e 1980: o Pró-Nuclear e o Projeto Urânio, criados após a assinatura do acordo Brasil-Alemanha.


Na avaliação de Odair Gonçalves, presidente da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), o cenário hoje é diferente porque o país já conta com programas de pós-graduação consolidados. "Houve muito desperdício naquela época. Muita gente foi para a Alemanha e não continuou na área."


Segundo Gonçalves, a maior preocupação da CNEN hoje é com a recomposição do quadro de funcionários. A comissão realizou recentemente um concurso para preencher 200 vagas, mas ele afirma que é necessário contratar mais 500 pessoas nos próximos anos.


Fonte: Folha de S.Paulo
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