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Gestão

Eletrobras troca 70% de diretores e conselheiros em nova gestão, diz presidente

16/05/2017 | 10h39

A Eletrobras tem promovido uma forte mudança em seus cargos de gestão, e cerca de 70 por cento dos diretores e conselheiros da companhia já foram substituídos desde a posse do novo presidente da estatal, Wilson Ferreira Jr, em julho passado.

O executivo disse nesta segunda-feira, ao participar de evento em São Paulo, que também foram afastados funcionários envolvidos em casos de corrupção descobertos após investigações internas.

A Eletrobras contratou o escritório especializado Hogan Loveels para levantar possíveis irregularidades em seus maiores empreendimentos, em meio a denúncias surgidas na Operação Lava Jato, em que autoridades investigam um enorme esquema de propinas entre empresas e partidos políticos brasileiros.

A jornalistas, Ferreira confirmou que constam da lista de demitidos o ex-diretor de Geração da Eletrobras Valter Cardeal, e o ex-diretor de Planejamento e Engenharia da subsidiária Eletronorte, Adhemar Palocci.

Palocci é irmão do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, preso desde setembro em Curitiba após a Lava-Jato acusá-lo de receber propinas da Odebrecht para interferir a favor da empreiteira durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

"Eles saíram, foram demitidos da empresa. O Cardeal, lembro que foi logo que eu entrei", disse Ferreira, ao ser questionado sobre os dois executivos.

Cardeal e Palocci pediram licença de seus cargos ainda em julho de 2015, quando as investigações da Lava Jato já eram avançadas. Na época, ambos disseram que queriam permitir o andamento das investigações e evitar prejuízos à Eletrobras.

Cardeal foi um dos alvos na Operação Pripyat, desdobramento da 16ª Fase da Lava-Jato, focada em irregularidades na usina nuclear de Angra 3. Ele foi acusado pelos procuradores de "pedido e pagamento de propina realizado no âmbito dos núcleos político e administrativo da organização, conforme relatos de diversos réus colaboradores".

A Reuters não pôde contatar imediatamente Cardeal e Palocci para comentar.

Questionado, Ferreira não quis comentar quais foram os achados contra os dois nas investigações internas da Eletrobras.

"Isso não é uma atividade que cabe à empresa fazer, é um processo de investigação", afirmou.

Ele ressaltou ainda que a Eletrobras tem atuado como assistente das investigações realizadas pelas autoridades brasileiras.

"O objetivo da Eletrobras e do governo do Brasil, em última instância, é de máximo esclarecimento... uma das bases importantes do processo de recuperação da Eletrobras é do ponto de vista de governança, compliance, conformidade."



Fonte: Reuters, 16/05/2017
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