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Empresas

Eletrobras quer assento no conselho da EDP em Portugal

18/05/2011 | 09h54
A Eletrobras tem interesse em entrar no capital da EDP, em Portugal, desde que sua participação lhe dê um assento no conselho de administração companhia, de forma a poder participar da gestão. Isso ajudaria na internacionalização da Eletrobras, segundo disse ontem o presidente da empresa, José da Costa Carvalho Neto.

O interesse da estatal brasileira é nos 10% da fatia do governo português na companhia, que hoje detém 25% do capital total do grupo. Além dessa negociação, a EDP de Portugal anunciou na semana passada que também vai vender 14% de ações que possui na subsidiária brasileira (EDP Energias do Brasil) e onde a empresa portuguesa detém 64,8% do capital. A venda de participações em empresas tem sido uma alternativa do governo português para enfrentar a difícil situação fiscal do país.


Em março, a estatal brasileira já havia anunciado a possibilidade de um investimento na EDP, que na época estava em fase de análise técnica e econômico-financeira interna.
 
 
"Parece que há uma decisão de privatizar a EDP dentro desse ajuste de Portugal, mas com o governo continuando no capital. Já tínhamos anteriormente tido alguns contatos, mesmo antes dessa decisão, no sentido de comprar uma parte em que já teríamos um assento no conselho. Isso tudo estava em estudo", confirmou o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto.


"Ter um assento no conselho é ter voz. Seria uma força muito grande no processo de internacionalização", acrescentou, lembrando possibilidades de sinergia com as operações no Brasil.
 

A Eletrobras pretende investir R$ 10,2 bilhões em 2011, dos quais R$ 8,2 bilhões em investimentos diretos. No exterior serão investidos cerca de R$ 400 milhões, valor que saltará para R$ 1 bilhão a partir de 2012, segundo dados apresentados ontem pela companhia. A maior parte dos aportes, R$ 4 bilhões, irá para a geração. O setor de transmissão ficará com R$ 2,653 bilhões e a distribuição com R$ 897,6 milhões. Outros setores receberão R$ 626 milhões.


No ano passado, os R$ 6,96 bilhões investidos pela companhia representaram 70% do investimento previsto. "Este ano esperamos atingir um percentual maior dos desembolsos", afirmou Carvalho Neto, que apresentou os números de 2010 da empresa na Apimec-Rio. "Vamos atuar no sentido de cortar custos, e não investimentos", acrescentou.


O presidente da empresa também comentou durante a reunião os números das distribuidoras do grupo. Conforme mostrou ontem reportagem do Valor, os auditores independentes apontaram um rombo entre passivos e ativos circulantes e suscitaram dúvidas sobre a continuidade operacional das companhias. Carvalho Neto acredita que as seis distribuidoras sob o comando da holding poderão atingir as metas regulatórias determinadas pela Aneel dentro de três ou quatro anos.


Fonte: Valor Econômico
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