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Energia internacional

Eletrobras mira mercado externo e teme entrada de chineses no Brasil

20/05/2010 | 09h02

A Eletrobras está analisando o potencial energético de países vizinhos e pretende comprar uma pequena empresa de transmissão de energia, segundo informou superintendente de Operações no Exterior da estatal, Sinval Zaidan Gama.

 

Ao participar do 22º Fórum Nacional, que ocorre nesta semana na sede do BNDES, ele afirmou que já há alguns projetos em construção, como uma linha de transmissão no Uruguai, e deve começar em breve as obras para uma hidrelétrica de US$ 600 milhões na Nicaragua, em parceira com a Queiroz Galvão e uma estatal do país da América Central:

 


- O planejamento nosso é que, em 2020, 10% do nosso faturamento venha do exterior. Estamos estudando, fazendo inventários de viabilidade para fazer como isso possa ocorrer em 2020 - disse o executivo, após apresentar que, enquanto o Brasil tem um potencial hídrico total de 260 GW (gigawatts), o Peru tem potencial de 180 GW, a Colômbia de 114,2 GW, a Argentina de 40,4 GW, a Bolívia de 20,3 GW e a Guiana de 7,5 GW.


Zaidan Gama, contudo, contou que grande parte dos planos da empresa está nos Estados Unidos:


- Nós estamos analisando a compra principalmente nos Estados Unidos, onde pensamos em comprar um empreendimento pequeno, não tão relevante, para que a gente conheça as regras, o mercado americano, para acompanharmos também as mudanças que o governo americano está propondo no setor, o governo tem dito que vai investir US$ 60 bilhões em linhas de transmissão. Como sou uma das maiores empresas de transmissão do mundo, eu quero estar lá quando começarem essas concessões, para avaliar. E também estamos olhando oportunidas em geração de energia eólica, onde também terão grande expansão - disse.


Ele conta que o objetivo do governo Obama é mudar a matriz energética do país e investir em grandes linhas de transmissão, algo que não ocorre atualmente, visto que o sistema elétrico americano é estadual e não há trocas entre as unidades da federação. Para ele, a expansão no exterior é fundamental para a Eletrobras:


- O nosso objetivo é fazer a empresa ser agressiva, forte, competitiva. Se olharmos as grandes empresas, entre 70% e 80% do faturamento vêm de fora de seus país, grande parte do Brasil, onde todas as grandes estão. Mas a Eletrobras não vai deixar de participar de nenhum empreendimento no Brasil - disse.


O superintendente também afirmou que, com a entrada da estatal chinesa State Grid, que comprou pequenas empresas no país por R$ 3 bilhões, indica a entrada de um novo grande competidor. Segundo ele, não só a Eletrobras mas as empresas privadas do setor devem ficar atentas com a nova concorrente:

 

- Os chineses estão entrando no Brasil e isso significa para nós abrirmos os nossos olhos. Há poucos dias, tive reunião com eles, que queriam uma parceria em um outro país, e eu fui, com meus 50 mil km de transmissão que tinha aqui achando que era grande, cheo lá e vejo que eles tem 500 mil km. Eles são gigantes. Ela é uma empresa grande, de muito capital, muita experiência, é um player que fará com que todos nós, brasileiros, estatias, privados, espanhóis, portugueses, colombianos, tenhamos alguém mordendo nossos calcanhares. Eles são bastante competitivos - afirmou.

 



Fonte: O Globo
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