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Energia

Eletrobras e Suez estudam parcerias no exterior

03/09/2010 | 08h30
A Eletrobras anunciou ontem um acordo internacional com o grupo franco belga GDF Suez para fazer investimentos em transmissão e geração de energia renovável no exterior. As empresas começam a estudar projetos que têm em comum e a prioridade inicial será a América Latina, principalmente hidrelétricas no Peru. Mas a parceria também visa novos investimentos na América Central e África.


O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, disse que essa parceria vai contar com o apoio do BNDES para o financiamento de usinas e linhas de transmissão. Segundo ele, com isso será possível incentivar a indústria nacional de equipamentos.


As duas empresas já são sócias no Brasil no empreendimento de Jirau, usina que está sendo construída no Rio Madeira, em Porto Velho. A Suez é muito bem quista no governo federal, pois foi a empresa que possibilitou a concorrência no leilão da usina há dois anos. Na época, a Odebrecht estava sozinha na disputa e numa ação entre Suez e Camargo Corrêa foi possível constituir um consórcio para bater a construtora baiana. A energia de Jirau foi vendida na época a preço abaixo de R$ 72 o MWh e o lance gerou muita polêmica pois foi feito com base em uma mudança no eixo de construção da usina. Mas em Belo Monte, a empresa ficou de fora do leilão por entender que os preços da energia não eram compatíveis com os investimentos a serem feitos.


O acordo de cooperação técnica e comercial anunciado ontem não prevê novos projetos em parceria no Brasil, que serão estudados caso a caso, na medida em que novos empreendimentos forem sendo leiloados no país. A parceria é somente para projetos internacionais, como frisou o presidente da Suez no Brasil, Maurício Bahr. De acordo com o presidente mundial da GDF Suez, Gerard Mestralle, o Brasil continua sendo prioridade de investimentos, mas está feliz com a parceria com a Eletrobras para uma expansão pela América do Sul e Central. Além disso, ele lembrou que sua empresa já tem um acordo com a estatal na área de energia nuclear no Brasil.

Grupos brasileiros têm interesse em participar de investimentos internacionais no setor de energia e o diretor de engenharia da Eletrobras, Valter Cardeal, afirmou que não há exclusividade neste acordo com a GDF Suez. Mesmo nas Sociedades de Propósitos Específicos que serão formadas em cada país onde decidirem investir estará aberta a possibilidade de outros sócios participarem do investimento. Além disso, Cardeal lembrou que, pela lei nº 12.111, a estatal tem hoje a prerrogativa de ser sócia majoritária nos novos empreendimentos sem cair nas regras das leis de licitação. A meta da Eletrobras, segundo seu diretor, é tornar-se a maior empresa de energia renovável do mundo. O parque gerador da empresa atualmente chega a 40 mil megawatts (MW).


Fonte: Valor Econômico
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