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Geração/ Transmissão

Eletrobrás avalia projetos de US$ 40 bi

29/10/2008 | 03h25

A Eletrobrás estima em US$ 40 bilhões os investimentos em projetos de geração e transmissão na América do Sul em avaliação neste momento, revelou o superintendente de Operações no Exterior da estatal, Sinval Zaidan Gama. Segundo o executivo, a companhia estuda 15 mil MW em novas usinas e 10 mil quilômetros de linhas de transmissão.

 

“Desde maio, nós já assinamos três acordos bilaterais, com a Argentina, com o Peru e com a Venezuela, estabelecendo os processos de ação e mitigação de risco, e a preparação para formulação de tratados visando a preservação de ativos”, revelou o executivo. Segundo Gama, a elaboração de tratados entre os países é um pré-requisito estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para que a Eletrobrás desenvolva projetos no exterior e que importe a energia para o Brasil.

 

“Há determinação do CNPE de que nós só internalizamos energia para o Brasil se houver tratado internacional entre os países. Não vamos postergar investimentos no Brasil, substituindo por energia de outro país, se não existir tratado que nos dê a segurança de que a energia virá para o Brasil”, justificou.

 

colômbia. No continente sul-americano, o executivo contou que a Eletrobrás está avaliando, neste momento, uma hidrelétrica na Colômbia, seis hidrelétricas e um sistema de transmissão no Peru, quatro hidrelétricas na Argentina - entre elas, a usina binacional Garabi -, interconexão elétrica com a Venezuela, hidrelétrica na Guiana e interconexão elétrica com o Uruguai (projeto que deve ser abandonado, dando lugar para a térmica a carvão Seival (RS) que a Suez negocia com os governos do Brasil e do Uruguai).

 

“Temos como prioridade desenvolver projetos para trazer a energia para o Brasil, incentivar que indústria nacional exporte equipamentos e serviços e levar financiamento do Brasil para estes empreendimentos”, afirmou o executivo.

 

Apesar disso, o executivo disse que os investimentos no exterior só serão realizados se a taxa interna de retorno (TIR) for superior aos projetos da companhia no Brasil e se os países vizinhos apresentarem condições atrativas de investimentos. “Avaliamos aspectos importantes, que não fazemos aqui no Brasil, como análise da Constituição, avaliação da segurança institucional, das condições de financiamento dos países, marco regulatório, entre outros.

 

Essa é avaliação de pré-viabilidade dos projetos”, explicou Segundo o executivo, a meta da Eletrobrás é ter participação minoritária nos empreendimentos, em torno de 20% a 25%.

 

“Seremos minoritários, mas isso não significa que não teremos poder de decisão. Queremos desenhar parcerias com um princípio de governança corporativa moderno, para que todos tenham direitos iguais”, disse o executivo.

 

US$ 10 bilhões. Por conta disso, Gama afirmou que a Eletrobrás deverá ser responsável por US$ 10 bilhões dos US$ 40 bilhões dos investimentos. “Dessa fatia de US$ 10 bilhões, apenas US$ 3 bilhões serão equity, valor que será diluído ao longo do tempo”, explicou o superintendente da estatal federal.

 

O executivo revelou que a Eletrobrás já firmou convênios com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com a Corporação Andina de Fomento (CAF) para financiar os projetos na região.

 

“Também contaremos com o apoio do Banco do Brasil, que fornecerá serviços como garantias, financiamentos, seguros e advisor. O Banco do Brasil, por exemplo, tem interesse em entrar no Peru. Estamos carregando o banco para lá”, disse.



Fonte: Jornal do Commercio
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