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Economia

Elétricas movimentam R$ 9 bi em fusões e aquisições no ano

01/07/2011 | 09h35
O setor elétrico vive neste ano uma intensa fase de fusões e aquisições. Somente nos primeiros seis meses de 2011, foram realizados dez negócios que movimentaram em torno de R$ 9 bilhões. O número de operações e os valores transacionados já superam todo o volume de 2010. Para este segundo semestre é esperada uma nova onda de negócios levando em conta as operações já em andamento.
 

A Eletrobras estuda comprar participação da Energias de Portugal (EDP), a Light estuda entrar na Renova, a GDF Suez e a Duke Energy negociam uma união de ativos na América Latina e a CPFL estuda comprar térmicas do grupo Multiner.
 

Os grupos estrangeiros, como a EDF anunciou na quarta-feira, têm também mostrado grande interesse no país. "Temos um índice de quase dois celulares por habitante no Brasil e um dos consumos de energia, per capita, mais baixos do mundo", diz a professora de pós-graduação do Instituto de Eletrotécnica da Universidade de São Paulo e membro da Câmara de Comércio Americana, Virgínia Parente. "O consumo de energia vai crescer e os retornos no país são atraentes, principalmente em geração, em que os preços são travados no longo prazo."
 
 
Na área de distribuição, a consolidação ainda pode levar algum tempo para se concretizar, apesar de a maior aquisição do ano ter acontecido justamente neste setor. Hoje são 64 distribuidoras no país que pertencem a 30 diferentes grupos. O uso político destas empresas de distribuição, que chegam em praticamente todas as residências do país, ainda é considerado um entrave. Boa parte ainda é estatal e os governos estaduais não têm demonstrado interesse em privatizações. As que não são privadas, como as empresas do grupo Neoenergia, enfrentam a questão política enraizada em estados como Pernambuco e Bahia. Os dois sócios da empresa estudam uma separação dos ativos.
 

A expectativa é que a reestruturação da Neoenergia, em conjunto com a reestruturação da CPFL, ambas com participações relevantes do fundo de pensão Previ, seja o maior negócio do ano. Enquanto isso não acontece, a grande aquisição já anunciada fica por conta de um dos sócios da Neoenergia: o grupo espanhol Iberdrola. A empresa adquiriu a Elektro, em janeiro. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima), a operação chegou a R$ 4,8 bilhões.
 

Os negócios se intensificaram no segundo trimestre, principalmente em ativos de geração de energia alternativa. Os anúncios surgiram de toda parte. A CPFL comprou a Siif Energies e fundiu os ativos de renováveis com a Ersa, do Pátria. A estatal do Paraná, a Copel, também comprou eólicas e a Rio Bravo Investimentos anunciou seu primeiro aporte no setor, com uma parceria firmada com a Orteng, que inclui a compra de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).
 

O grupo MPX, do empresário Eike Batista, também protagonizou grandes movimentos. O BNDESPar, o Gávea Investimentos e o próprio Eike vão aportar mais de R$ 1 bilhão na companhia. Além disso, a empresa anunciou recentemente a compra de térmicas do grupo Bertin. Em transmissão, a Cemig continua movimentando o mercado. A empresa comprou em 2009 a Terna, de um grupo italiano e perdeu a Plena Transmissoras para os chineses da State Grid, no ano passado. Mas a empresa voltou à carga e anunciou recentemente a aquisição de participação relevante em sociedades de propósitos específicos, donas de ativos de transmissão, do grupo espanhol Abengoa, por cerca de R$ 1 bilhão.
 

Outro negócio que deve ser realizado logo é a venda de 14% de ações da Energias do Brasil, que pertencem à EDP. O grupo português seguirá como majoritário da empresa no Brasil. De qualquer forma, o novo governo português ainda decide sobre a privatização da empresa em Portugal, que interessa à Eletrobras.
 

Outro grande negócio esperado é o da GDF Suez e Duke Energy. Ontem, o presidente mundial da Duke, Jim Rogers, disse em entrevista à Dow Jones Newswires que não vai vender seus ativos na América Latina. Mas a negociação, em regime de exclusividade, não se trata de compra e venda de ativos e sim de uma união com a Suez, como informou o Valor esta semana. Para a comissão de valores mobiliários americana não foi repassada nenhuma informação oficial.


Fonte: Valor Econômico
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