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Petroquímica

Elekeiroz será sócia da Petrobras em MG

18/01/2005 | 00h00

 A Elekeiroz, empresa química do grupo Itausa, deverá ser parceira da Petrobras na implantação do pólo de ácido acrílico que a estatal planeja instalar em Betim (MG), aproveitando matéria-prima (propeno) da refinaria Gabriel Passos. A unidade, prevista para entrar em operação em 2009, vai absorver investimentos de US$ 360 milhões e tanto a Petrobras como a Elekeiroz avaliam que o ideal é a entrada de um terceiro sócio no projeto.
O ácido acrílico é a matéria-prima do SAP, insumo básico para a fabricação de fraldas descartáveis e absorventes femininos. O Brasil é hoje importador do produto. Além disso, as resinas derivadas do ácido acrílico têm inúmeras aplicações na indústria de matérias plásticas, como a fabricação de móveis e até de janelas de aeronaves. Os vários níveis de pureza obtidos no processo de fabricação vão definir a utilidade de cada subproduto do ácido.
O namoro entre a Petrobras e a subsidiária da Itausa já dura alguns meses, mas agora elas decidiram oficializar o propósito de união, assinando um memorando de entendimentos para fazerem em conjunto os estudos de viabilidade técnica e econômica do projeto. O documento ainda não foi subscrito pelas partes, mas o diretor-geral da Elekeiroz, Reinaldo Rubbi, disse que assina "assim que a Petrobras quiser".
O presidente da Petroquisa, Kuniyuki Terabe, disse que o memorando é apenas "o começo do processo", em outras palavras, o noivado, compromisso de um casamento que só será efetivado se os estudos que irão se seguir forem favoráveis. Por exemplo, a Petrobras já anunciou que a planta será construída em Betim, mas o diretor da Elekeiroz disse que o assunto "também fará parte dos estudos.
A Petrobras quer que a planta seja construída em Betim porque lá a estatal já possui o propeno produzido pela refinaria Gabriel Passos, que é o ponto de partida do processo produtivo. Mas Rubbi quer que a localização seja também examinada à luz dos aspectos tributários, logísticos e dos custos operacionais. Segundo ele, os custos de logística são fundamentais até porque uma parte da produção será destinada ao mercado externo. "Acredito que a Petrobras já tenha dado uma olhada nesses aspectos e que ela disponha de números que lhe permitam dizer com segurança que a localização será em Betim", ponderou o executivo da Elekeiroz.
Sobre a participação societária no pólo, Rubbi disse que se forem apenas dois sócios a divisão será na base de 50% para cada um. Se entrar um terceiro, a divisão será de um terço para cada parte, revivendo o modelo original da petroquímica brasileira. O modelo tripartite pressupunha uma empresa estatal (a Petrobras), uma de capital nacional e outra de capital estrangeiro. "A nossa intenção é a de ter uma participação igual à do maior acionista", disse Rubbi.
A Elekeiroz é uma das mais antigas indústria químicas do Brasil, tendo nascido como Queiróz Moura e Cia., em 1894. Em 1909 construiu a primeira fábrica de ácido sulfúrico do Brasil, em São Paulo. Desde 1986 é controlada pela Itausa. De janeiro a setembro do ano passado faturou R$ 638,4 milhões e obteve um lucro líquido de R$ 49 milhões. Rubbi disse que o resultado do quarto trimestre de 2004 gerou resultados "em linha com os outros trimestres", o que permite prever um lucro final na casa do R$ 60 milhões.



Fonte: Valor Econômico
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