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Energia elétrica

El Paso vai embora

19/10/2004 | 00h00

A disputa por um contrato de US$ 10 bilhões em fornecimento de energia para Manaus, pelos próximos 20 anos, pode significar a despedida de uma multinacional do Brasil. Há sete anos dominando o mercado da região, a americana El Paso - uma das maiores empresas do setor no mundo - perdeu na semana passada mais uma chance de barrar o chamamento público que a estatal Manaus Energia realiza para a compra de 525 megawatts em energia termoelétrica.
O chamamento significa, na prática, o fim do reinado da El Paso e a entrada no mercado amazonense de uma ou mais novas fornecedoras de energia. No edital divulgado pela subsidiária da Eletrobrás, retirado por 76 empresas, uma cláusula determina que só tem chances de vitória empresas que forem proprietárias dos terrenos em que pretendem construir as termoelétricas. Com quatro usinas no Amazonas, que atendem 60% da demanda local, a El Paso tem suas bases em terrenos cedidos pela Manaus Energia. A empresa tenta bombardear o processo com liminares, mas uma a uma elas estão caindo. A última foi derrubada em decisão unânime pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). "Privilegiar uma empresa só porque ela está instalada na região é ilegal", disse à DINHEIRO Silas Rondeau, presidente da Eletrobrás.
A El Paso possui dois contratos com a Manaus Energia. Ambos foram fechados em 1997, no auge da crise do apagão. O racionamento fez com que a estatal contratasse a empresa às pressas, o que elevou o custo da energia. O custo da energia em Manaus, incluindo a manutenção de equipamentos e demais despesas, chega a R$ 525 por megawatt/hora. Isso é quase cinco vezes maior que a média nacional. "Não podemos ficar à mercê desses contratos", diz Willamy Moreira, presidente da Manaus Energia.
A então embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Donna Hrinak, e o subsecretário de comércio internacional, Grant Aldonas, chegaram a pressionar a ministra Dilma Rousseff, das Minas e Energia, por uma solução de continuidade para a El Paso. Não conseguiram. O problema é que, se o processo não for concluído até o final do ano, Manaus ficará às escuras. Dessa ameaça saiu uma solução moldada pelo governo. A Manaus Energia está se aliando à Petrobras, à BR Distribuidora e à Companhia de Gás do Amazonas, a Cigás, para formar uma Sociedade de Propósito Específico. Como a Cigás possui capital privado, ela poderia comprar os equipamentos da El Paso que estão nos terrenos da Manaus Energia e abastecer a região até que o chamamento seja concluído. Procurada, a El Paso não quis comentar o imbróglio. Pode ser um sinal de que os texanos estejam arrumando as malas para se retirarem da cena brasileira.



Fonte: Isto é Dinheiro
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