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Empresas

Eike admite fracasso na tentativa de salvar a OGX

02/07/2013 | 11h29

 

A OGX como se conhecia até a semana passada não existe mais. Depois de gastar US$ 5,3 bilhões na mais cara campanha exploratória de uma empresa privada no Brasil, a petroleira de Eike Batista admitiu ontem a inviabilidade comercial de quatro campos na Bacia de Campos, incluindo o de Tubarão Azul, seu único campo produtor de óleo e que vai parar em 2014. A empresa informou ainda que quaisquer projeções anteriormente divulgadas por ela "não devem mais ser consideradas válidas".
No mesmo comunicado, a OGX informou o cancelamento de contratos de construção com o estaleiro OSX, a quem a petroleira pagará US$ 449 milhões. No emaranhado de comunicados e sem se saber exatamente a nova posição de caixa, receita futura e encargos das empresas, o mercado ainda terá muito trabalho para entender o atual momento das companhias.
Um especialista comentou que a OGX, aparentemente, divulgou o comunicado para "limpar seu passado". O desejo foi de mostrar aos investidores exatamente qual é a sua real situação, que classifica como o seu passado, marcada por uma série de promessas não cumpridas. O futuro, em seu desejo, é transformar-se em uma nova companhia. Ela será viabilizada a partir da busca de parceiros para explorar blocos adquiridos em maio na 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo (ANP), pela parceria com a Petronas e por uma estrutura que transforme Eike Batista em um acionista minoritário. A OGX pretende se vender como atrativa a "players" internacionais interessados em uma plataforma para o ingresso no Brasil.
A preocupação segue sendo o quadro financeiro da petroleira. Em recente relatório, o HSBC mostrou preocupação com os números da OGX no primeiro trimestre - US$ 1,1 bilhão em caixa e dívida total de US$ 4 bilhões - observando que a melhor maneira de aumentar o caixa é exercer a "put" de US$ 1 bilhão, avaliando a ação da empresa a R$ 6,30, contra o acionista controlador. Essa opção vence em abril de 2014 e, apesar de a saída de três conselheiros independentes da empresa no mês passado ter levado a suspeitas de que esse dinheiro não vá entrar, ontem a assessoria da OGX informou que "a put continua sendo uma opção viável a ser considerada pela companhia".
Também ontem, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou em seu site que abriu um processo para investigar a concessão dessa "put". A abertura do processo mostra que, desde a sua concessão, a CVM vem analisando a operação, mas somente agora optou pela investigação mais aprofundada. Procurada pelo 'Valor', a autarquia não deu detalhes sobre a investigação. A partir de agora, a CVM deverá pedir esclarecimentos aos envolvidos na operação e, após essa análise, o processo poderá ser arquivado ou mesmo evoluir para um processo sancionador.
Em relação ao comunicado envolvendo o cancelamento de projetos, a OGX informou ainda que novas avaliações baseadas no comportamento dos poços mostraram que os reservatórios (no entorno) são muito compartimentados. Tubarão Azul tem três poços perfurados e produziu 6,8 mil barris/dia em maio.
A petroleira também suspendeu o desenvolvimento da produção dos campos Tubarão Areia, Tubarão Gato e Tubarão Tigre, que ficam próximos e que foram declarados comerciais em março. Alegou que "não existe, no momento, tecnologia capaz de tornar economicamente viável" o desenvolvimento deles. Provavelmente essas áreas serão devolvidos à ANP.
Entre os ativos que permanecem estão os campos de gás na Parnaíba (onde a empresa é sócia da Petra e da MPX), e ainda 60% do campo Tubarão Martelo, apesar dessa fatia ter sido dada quase toda em garantia à malaia Petronas. A OGX também tem participação nos campos Atlanta e Oliva, operados pela Queiroz Galvão no bloco BS-4 da bacia de Santos e que vai começar a produzir no fim do ano começando por Atlanta.
Dia 30 deste mês a OGX terá de entregar para a ANP as garantias de cumprimento do compromisso de investir R$ 700 milhões no Programa Exploratório Mínimo (PEM) dos onze blocos arrematados na 11ª Rodada. A agência informou que o pagamento - cujos valores não foram informados - pode ser feito através de carta de crédito, seguro garantia ou penhor de óleo. No dia 6 de agosto, data da assinatura dos contratos de concessão, a empresa terá que comprovar o pagamento do bônus de assinatura no valor de R$ 376 milhões.
Esse valor equivale à participação da OGX no leilão, onde adquiriu 13 blocos exploratórios sozinha e em parceria com a Total, QGEP e Exxon Mobil. Sete desses blocos estão em águas profundas na Foz do Amazonas e Barreirinhas, cuja característica exige investimentos mais elevados do que aqueles que a OGX está habituada ao operar em águas rasas.
Com relação aos comunicados divulgados ontem por OGX e OSX, a CVM ressaltou que "não comenta casos específicos". Na resposta ao 'Valor', a autarquia acrescentou que "a legislação societária e do mercado de capitais, que indica que as companhias abertas devem divulgar informações verdadeiras, completas, consistentes e que não induzam o investidor a erro". Ainda conforme a nota, a CVM observa que o eventual desvio em relação a essa regra de conduta sujeita os infratores à apuração de responsabilidades. Adicionalmente, a autarquia ressalta que as transações com partes relacionadas realizadas por companhias abertas são analisadas pela CVM preventivamente e quando, diante de casos concretos, seja necessária, a sua atuação institucional.

A OGX como se conhecia até a semana passada não existe mais. Depois de gastar US$ 5,3 bilhões na mais cara campanha exploratória de uma empresa privada no Brasil, a petroleira de Eike Batista admitiu ontem a inviabilidade comercial de quatro campos na Bacia de Campos, incluindo o de Tubarão Azul, seu único campo produtor de óleo e que vai parar em 2014. A empresa informou ainda que quaisquer projeções anteriormente divulgadas por ela "não devem mais ser consideradas válidas".


No mesmo comunicado, a OGX informou o cancelamento de contratos de construção com o estaleiro OSX, a quem a petroleira pagará US$ 449 milhões. No emaranhado de comunicados e sem se saber exatamente a nova posição de caixa, receita futura e encargos das empresas, o mercado ainda terá muito trabalho para entender o atual momento das companhias.


Um especialista comentou que a OGX, aparentemente, divulgou o comunicado para "limpar seu passado". O desejo foi de mostrar aos investidores exatamente qual é a sua real situação, que classifica como o seu passado, marcada por uma série de promessas não cumpridas. O futuro, em seu desejo, é transformar-se em uma nova companhia. Ela será viabilizada a partir da busca de parceiros para explorar blocos adquiridos em maio na 11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo (ANP), pela parceria com a Petronas e por uma estrutura que transforme Eike Batista em um acionista minoritário. A OGX pretende se vender como atrativa a "players" internacionais interessados em uma plataforma para o ingresso no Brasil.


A preocupação segue sendo o quadro financeiro da petroleira. Em recente relatório, o HSBC mostrou preocupação com os números da OGX no primeiro trimestre - US$ 1,1 bilhão em caixa e dívida total de US$ 4 bilhões - observando que a melhor maneira de aumentar o caixa é exercer a "put" de US$ 1 bilhão, avaliando a ação da empresa a R$ 6,30, contra o acionista controlador. Essa opção vence em abril de 2014 e, apesar de a saída de três conselheiros independentes da empresa no mês passado ter levado a suspeitas de que esse dinheiro não vá entrar, ontem a assessoria da OGX informou que "a put continua sendo uma opção viável a ser considerada pela companhia".


Também ontem, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou em seu site que abriu um processo para investigar a concessão dessa "put". A abertura do processo mostra que, desde a sua concessão, a CVM vem analisando a operação, mas somente agora optou pela investigação mais aprofundada. Procurada pelo 'Valor', a autarquia não deu detalhes sobre a investigação. A partir de agora, a CVM deverá pedir esclarecimentos aos envolvidos na operação e, após essa análise, o processo poderá ser arquivado ou mesmo evoluir para um processo sancionador.


Em relação ao comunicado envolvendo o cancelamento de projetos, a OGX informou ainda que novas avaliações baseadas no comportamento dos poços mostraram que os reservatórios (no entorno) são muito compartimentados. Tubarão Azul tem três poços perfurados e produziu 6,8 mil barris/dia em maio.


A petroleira também suspendeu o desenvolvimento da produção dos campos Tubarão Areia, Tubarão Gato e Tubarão Tigre, que ficam próximos e que foram declarados comerciais em março. Alegou que "não existe, no momento, tecnologia capaz de tornar economicamente viável" o desenvolvimento deles. Provavelmente essas áreas serão devolvidos à ANP.


Entre os ativos que permanecem estão os campos de gás na Parnaíba (onde a empresa é sócia da Petra e da MPX), e ainda 60% do campo Tubarão Martelo, apesar dessa fatia ter sido dada quase toda em garantia à malaia Petronas. A OGX também tem participação nos campos Atlanta e Oliva, operados pela Queiroz Galvão no bloco BS-4 da bacia de Santos e que vai começar a produzir no fim do ano começando por Atlanta.


Dia 30 deste mês a OGX terá de entregar para a ANP as garantias de cumprimento do compromisso de investir R$ 700 milhões no Programa Exploratório Mínimo (PEM) dos onze blocos arrematados na 11ª Rodada. A agência informou que o pagamento - cujos valores não foram informados - pode ser feito através de carta de crédito, seguro garantia ou penhor de óleo. No dia 6 de agosto, data da assinatura dos contratos de concessão, a empresa terá que comprovar o pagamento do bônus de assinatura no valor de R$ 376 milhões.


Esse valor equivale à participação da OGX no leilão, onde adquiriu 13 blocos exploratórios sozinha e em parceria com a Total, QGEP e Exxon Mobil. Sete desses blocos estão em águas profundas na Foz do Amazonas e Barreirinhas, cuja característica exige investimentos mais elevados do que aqueles que a OGX está habituada ao operar em águas rasas.


Com relação aos comunicados divulgados ontem por OGX e OSX, a CVM ressaltou que "não comenta casos específicos". Na resposta ao 'Valor', a autarquia acrescentou que "a legislação societária e do mercado de capitais, que indica que as companhias abertas devem divulgar informações verdadeiras, completas, consistentes e que não induzam o investidor a erro". Ainda conforme a nota, a CVM observa que o eventual desvio em relação a essa regra de conduta sujeita os infratores à apuração de responsabilidades. Adicionalmente, a autarquia ressalta que as transações com partes relacionadas realizadas por companhias abertas são analisadas pela CVM preventivamente e quando, diante de casos concretos, seja necessária, a sua atuação institucional.

 



Fonte: Valor Econômico
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