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Eletricidade

EDF retoma aposta no mercado brasileiro

30/06/2011 | 10h11
Quinze anos depois de participar do programa de privatizações do setor elétrico brasileiro, a Electricité de France (EDF) está buscando novas oportunidades de investimento no país. O presidente executivo da companhia e do conselho de administração, Henri Proglio, admitiu que tem interesse no complexo de hidrelétricas do Tapajós, nova menina dos olhos da Eletrobras, além de projetos de energias renováveis, térmicas a gás e nucleares e na oferta de serviços.

Primeiro presidente da companhia francesa a visitar o Brasil, Proglio admitiu que se estivesse no comando da Light, cinco anos atrás, a empresa não teria sido vendida. "Eu fazia parte do conselho na época e fui contra. Mas isso é passado. Os colaboradores da EDF atualmente são bastante ambiciosos e, por sinal, temos excelentes relações com a Light até hoje. O que achamos é que poderíamos ter estado mais presentes no Brasil durante esses anos. E nossa intenção agora é compensar essa nossa relativa ausência com uma presença mais importante", disse Proglio, em entrevista ao Valor ontem.

A EDF investiu US$ 4 bilhões na Light entre 1996 - quando a empresa foi adquirida por um consórcio formado pela EDF, AES, Houston Industries, CSN e BNDESPar - e 2006, quando vendeu a distribuidora fluminense por US$ 320 milhões. "A história provou que o Brasil valia muito mais do que aquilo que pensavam na época alguns dirigentes do grupo EDF", disse o executivo.

Hoje a Light é controlada pela Cemig, com quem Proglio também se reuniu em sua rápida passagem pelo Brasil. O executivo esteve com o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, além da Light e Cemig. E em Brasília foi recebido pelo vice-presidente Michel Temer e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Proglio foi reticente ao falar de possíveis negócios e parcerias que pode fechar no Brasil. "É muito difícil para uma empresa cotada em bolsa fazer um anúncio qualquer a não ser na véspera da conclusão."

Contudo, deu uma pista de suas expectativas ao responder quando pretende voltar ao Brasil. "É mais uma questão de meses do que de anos. Rapidamente."

Foi o mais próximo de uma resposta mais enfática do executivo que comanda a maior empresa de "utilities" da Europa desde 2009 e é apontado pela imprensa francesa como um homem muito influente, próximo do ex-presidente da França, Jacques Chirac; do atual, Nicolas Sarkozy; e do ex-diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

Recentemente Proglio e o presidente da Alstom, Patrick Kron, foram citados como responsáveis pela derrubada de Anne Lauvergeon, presidente do grupo Areva, o maior construtor mundial de reatores nucleares.

A EDF é controlada pelo estado francês, que tem 84,48% das ações. A empresa produz 630,4 Terawatts (TWh) de energia em vários países. O volume é maior que toda a geração brasileira em 2009, estatal e privada, que foi de 466,2 TWh.

No Brasil, a francesa tem uma operação pequena considerando seu gigantismo na Europa. Proglio inaugurou oficialmente a usina solar da térmica Norte Fluminense, com capacidade de gerar 860 megawatts (MW) e planeja outra térmica a gás no Rio, de 600 MW.


Fonte: Valor Econômico
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