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Energia

EDF define estratégia de expansão e planeja crescer no Brasil

27/06/2011 | 09h33
Cinco anos depois de vender a Light, a Electricité de France (EDF) torce para tirar do papel um projeto antigo, a térmica de Paracambi, uma usina de 600 megawatts (MW) a ser construída no município de mesmo nome. Enquanto o leilão de ajuste da empresa de Pesquisa Energética (EPE), marcado para julho, não acontece, a EDF inaugura o primeiro projeto de geração de energia solar no Rio de Janeiro.
 
 
A empresa investiu R$ 6 milhões na construção de um prédio de linhas modernas que tem no teto duas lâminas com 1,8 mil painéis fotovoltáicos que vão gerar, no pico, 320 kilowatts. A unidade fica ao lado das instalações da usina térmica Norte Fluminense, em Macaé e receberá hoje a visita do presidente da EDF, Henri Proglio.
 

Os painéis solares permitirão que a EDF atenda todo o consumo de energia da térmica Norte Fluminense - sejam administrativas, de iluminação e climatização -, sem precisar consumir energia da Ampla, concessionária que atende o interior do estado do Rio. O complexo é mencionado com orgulho por Patrick Simon, diretor da EDF no Brasil.
 

O executivo faz questão de registrar dados que considera importantes na operação da usina: o número zero de acidentes de trabalho nos seis anos de funcionamento da usina; e os certificados de excelência ambiental, de qualidade, saúde e segurança do trabalhador e responsabilidade social obtidos no período.
 

"Vamos compensar a emissão de 250 toneladas de CO2 (dióxido de carbono) por ano, o equivalente às emissões de todas as nossas atividades administrativas e o transporte de todos os nossos funcionários de casa até o trabalho", enumera.
 

Simon se entusiasma ao falar do projeto, que segundo ele tem um caráter social e educativo muito maior do que o valor investido na obra, que ele considera "simbólico". A unidade também fará o reuso da água através da recuperação da água das chuvas sobre os painéis solares no período úmido, que serão desviadas por canaletas. Isso ajudará a autonomia do processo de funcionamento da termelétrica, que não precisará de água de fora para produzir energia.
 

"O reúso da água e a geração solar foram ideias que tiveram uma convergência, são parte da nossa preocupação com o ambiente", diz Simon.
 

O modelo ecológico da Norte Fluminense, que tem capacidade de gerar 860 MW, com participação de 10% da Petrobras, será seguido na nova térmica que os franceses querem construir no Rio. A usina é um exemplo que a EDF pretende reproduzir e na sede da empresa, no centro do Rio, está tudo pronto para disputar o leilão da EPE. A empresa planeja uma nova termelétrica no estado desde a venda da Light para a Cemig, em 2006.
 

"Estamos muito bem preparados e confiantes", diz Simon. "Queremos começar outra aventura com Paracambi. Mostrar o quanto conhecemos de geração a gás natural", complementa.
 

A EPE informou que foram inscritos 30 projetos para termelétricas a gás no leilão de ajuste (A-3) de 2011. Juntas, as usinas somam uma capacidade instalada de 10.871 MW. O Rio teve quatro projetos registrados, com capacidade de geração total de 2.222 MW. Além da EDF, foram inscritas uma usina da Petrobras (575 MW em Seropédica, na baixada fluminense), uma da EDP Energias do Brasil (500 MW em Resende), enquanto a quarta seria da empresa GenPower.


Fonte: Valor Econômico
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