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Internacional

EDF adia plano nuclear por dois anos para reforçar segurança

26/07/2011 | 09h50
A EDF foi forçada a adiar um dos maiores projetos de energia nuclear do mundo por dois anos, em parte por que terá de realizar novos e rígidos testes de segurança, depois do desastre nuclear de Fukushima no Japão. A maior geradora de energia da Europa também alertou que os custos previstos para o projeto - o primeiro novo reator nuclear a ser construído na França em 15 anos - superaram os € 6 bilhões (US$ 8,5 bilhões).

Originalmente, a companhia esperava a nova usina de 1,650 megawatts (MW) em Flamanville, norte da França, pronta e operando até 2012. O custo inicial de construção estava previsto em € 3,3 bilhões.

O aumento do custo e o adiamento são um golpe para a companhia estatal e para a França, porque o reator, conhecido como EPR, é o primeiro de uma nova geração de reatores que o governo francês espera exportar para todas as partes do mundo.

Outro reator EPR está sendo construído na Finlândia pela Areva, a companhia nuclear francesa, mas o processo também está sendo prejudicado por atrasos e elevação dos custos.

A EDF disse que há "razões estruturais e econômicas" por trás dos novos adiamentos na usina de Flamanville, na Normandia. No entanto, ela enfatizou adiamentos específicos relacionados à necessidade de realização de novas auditorias de segurança na esteira da catástrofe em Fukushima.

A autoridade francesa encarregada da segurança no setor nuclear francês ordenou um estudo de reator por reator, além da realização de testes de estresse dos reatores como parte de uma iniciativa da União Europeia lançada como resultado do acidente no Japão.

A EDF prometeu que os testes de segurança do novo reator EPR serão submetidos às autoridades em setembro. Ela disse que outros atrasos foram provocados por dois acidentes fatais nos locais de construção, "incluindo um que levou à suspensão das obras por muitas semanas".

A EDF opera 58 reatores nucleares na França, que fornecem cerca de três quartos da eletricidade consumida pelo país, e 16 no Reino Unido. Hervé Machenaud, o executivo da EDF encarregado de produção e engenharia, disse que o novo reator de Flamanville está exigindo "demandas excepcionais" da companhia e seus parceiros industriais.

A EDF está desenvolvendo EPRs na China e elaborando planos para a construção dos demais deles no Reino Unido e Estados Unidos. Entretanto, os adiamentos em seu projeto doméstico ocorrem num momento complicado, uma vez que a questão da energia nuclear poderá se tornar um fator na campanha eleitoral das próximas eleições presidenciais francesas.

Nicolas Sarkozy, o presidente francês, até agora vem resistindo às pressões para que diminua a dependência do país da energia atômica. Mas alguns ministros estão pressionando por um comprometimento maior com as energias renováveis e uma redução da influência da energia nuclear sobre um país que há muito é líder em energia atômica. Os críticos vêm acusando o lobby nuclear francês - formado por sindicatos do setor e as estatais EDF e Areva - de impedir os investimentos em energias renováveis.


Fonte: Valor Econômico
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