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Financiamento

EDC empresta US$ 125 mi à Petrobras para compras

07/03/2005 | 00h00

A Export Development Canada (EDC), agência de promoção das exportações canadenses, está ampliando seu relacionamento com a Petrobras, dentro da estratégia de apoiar um número cada vez maior de operações entre empresas dos dois países. A EDC fechou empréstimo de US$ 125 milhões com a Petrobras para facilitar a compra, pela estatal brasileira, de equipamentos e tecnologia fornecidos por empresas canadenses com aplicações na produção de petróleo.
O financiamento, cujo desembolso ocorreu em fevereiro, tem prazo para pagamento de oito anos e meio e carência de dois anos. "A Petrobras pagou uma taxa baixa na operação, equivalente à obtida por empresas com grau de investimento", disse Claudio Escobar, diretor regional da EDC para o Brasil e Cone Sul. Ele não quis dizer qual foi a taxa do empréstimo, que se destina à compra de equipamentos de empresas como a Precision Drilling, que trabalha com sistemas de controle de perfuração na extração de petróleo; a SEA Systems, da área de softwares; e a Propak Systems, que produz compressores aplicados à recuperação de petróleo e gás, entre outras empresas.
Escobar informou que a EDC já havia participado de outra operação de apoio às atividades "off shore" da Petrobras, em 2003 e 2004, junto com outras entidades. "Queremos manter a relação com a Petrobras oferecendo a ela e outras empresas, no Brasil, mecanismos inovadores de financiamento", disse Escobar. A EDC convidou o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, a visitar o Canadá e promover a Petrobras naquele país, estimulando parcerias com empresas canadenses.
As companhias no Canadá têm interesse, por exemplo, em participar de reformas de plataformas de exploração e produção no Brasil. A agência analisa também como apoiar projetos da EnCana, empresa canadense já presente na atividade de prospecção de petróleo no país.
A EDC convidou Dutra para que participe como um dos oradores principais no Fórum Econômico Internacional para as Américas, a chamada Conferência de Montreal, de 30 de maio a 4 de junho. Um dos oradores já confirmados é o presidente da Samarco, José Tadeu de Moraes, afirmou Escobar.
Ele lembrou que toda operação da EDC tem de estar vinculada, de alguma maneira, a empresas canadenses. No ano passado, a EDC desembolsou 983 milhões de dólares canadenses (cerca de US$ 750 milhões) para apoiar 165 empresas do país que fecharam negócios com 120 clientes no Brasil. A expectativa para 2005, segundo Escobar, é crescer, no mínimo, 30% sobre 2004 em termos de desembolsos nas operações brasileiras. A perspectiva de crescimento é sustentada em novas ferramentas em desenvolvimento pela EDC no mercado de capitais, como a possibilidade de financiar projetos no país em moeda local.
Escobar disse que está em estudo o apoio a empresas canadenses por meio de suas subsidiárias no Brasil, com a emissão de debêntures garantidas pela EDC. A medida poderia ser aplicada inicialmente a empresas nos setores de energia e transmissão elétrica. Outra iniciativa em análise é oferecer seguro de crédito à exportação para subsidiárias brasileiras de grupos canadenses. Isso permitira oferecer seguro de crédito a uma empresa como a Alcan Brasil, por exemplo, para que ela exporte para a América do Sul, contribuindo para o aumento das exportações do país, disse Escobar.
A EDC também busca parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em que a agência canadense assumiria o risco comercial em operações financiadas pelo banco de fomento brasileiro. A EDC tem baixíssimo risco em termos de classificação de crédito, lembrou Escobar.



Fonte: Valor Econômico
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