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Investimentos

Economias emergentes precisarão dobrar seus investimentos em energia

07/04/2016 | 12h06

Um estudo realizado pela Bain & Company que apresentado no World Economic Forum em Davos revela que até 2040, os países não pertencentes à OCDE precisarão dobrar seus investimentos em energia para conseguirem atender às demandas crescentes de suas economias, passando de US$ 250 bi para US$ 495 Bi anuais, em decorrência do efeito combinado de fatores como o crescimento das populações, o aumento do consumo e o aumento do investimento em energias renováveis – a expectativa é de que esse custo supere o dos países membros da OCDE numa proporção de 2 para 1. Historicamente, o setor público é responsável por 70% do fornecimento de eletricidade nos países não membros da OCDE, mas com a demanda por investimentos cada vez maiores torna-se inviável manter essa proporção. Além disso, o estudo da Bain estima que nos próximos 25 anos os mercados emergentes deterão maior capacidade de geração de energia renovável do que os seus homólogos desenvolvidos. Consequentemente, essas economias estão se voltando para os investidores nacionais e internacionais com o intuito de financiar a demanda por energia elétrica, suprindo o gap energético com suporte dos mercados de países desenvolvidos. No entanto, as economias em desenvolvimento podem encontrar dificuldades para atrair investidores privados, muitas vezes cautelosos com os retornos voláteis dessas economias, decorrentes da situação econômica instável e da existência de políticas e regulamentos opacos.

O estudo elaborado pela Bain&Company procura ajudar as economias emergentes a enfrentar esse desafio, trazendo oito práticas essenciais que podem ajudá-las a tornar seus mercados de energia mais atraentes para os investidores.

Para os legisladores:

• Busca pelos caminhos mais eficientes para atingir objetivos políticos: os legisladores precisam desenvolver roteiros de longo prazo capazes de garantir o equilíbrio entre a geração renovável e convencional, centralizada e distribuída.

• Desenvolvimento de políticas integradas que garantam o desenvolvimento paralelo da cadeia de valor energético.

Para as agências reguladoras:

• Aproveitamento do declínio da curva de declínio de custo tecnológico: o declínio de custos tem sido rapidamente impulsionado pelo ritmo de implantação global, de maneira que é importante capitalizá-lo, evitando o desejo de promover as tecnologias que provavelmente permanecerão com alto custo de implantação devido à falta de escala.

• Proporcionar condições de concorrência equitativas para as tecnologias, refletindo redução das emissões carbono e segurança no abastecimento.

• Garantia de operações tecnica e financeiramente viáveis ao longo da cadeia de valor: as agências reguladoras precisam se reunir com fornecedores para reduzir as perdas não calculadas e garantir que os subsídios tarifários sejam totalmente financiados.

• Criar parcerias público-privadas eficazes para atrair o capital do setor privado: o setor privado deve buscar envolvimento com articuladores dos poderes executivo e legislativo para que as parcerias público-privadas sejam transparentes e independentes.

Para os investidores:

• Alimentar um ambiente de negócios favorável ao investimento: para tanto, é importante colocar em prática medidas para reduzir o risco e diminuir os custos de capital, alocando os riscos residuais para os mercados mais adequados.

• Investir em educação, pesquisa e desenvolvimento.

"À medida que as grandes economias emergentes percebem que seus mercados de energia não conseguirão crescer sem injeção de capital privado, elas terão que se equipar para enfrentar a concorrência crescente por recursos, na medida em que passarão a competir tanto com outros mercados em desenvolvimento quanto com países da OCDE. Vencerão a corrida os países que conseguirem adotar uma postura disciplinada e focada em resultados a longo prazo” analisa Antonio Farinha, sócio da Bain & Company.

 

 

 



Fonte: Assessoria Bain&Company
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