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Aço

Economia fraca reduz preços da siderurgia

09/10/2008 | 04h46

O enfraquecimento da economia mundial tem um lado bom, pelo menos se você é um comprador de aço nos Estados Unidos: ela aumentou a oferta da commodity, cujo preço caiu 20% nas últimas duas semanas.

 

Por trás dessa virada está o crescimento das importações americanas de aço. Os dados mais recentes, de agosto, mostram que a importação de aço da Rússia aumentou 86%, da Índia 37% e da Índia 20% só nas últimas três semanas do mês. Analistas acreditam que esse fluxo continuou em setembro. O lado positivo é que os compradores do aço, que assistiram a uma alta contínua dos preços durante quase dois anos, estão um pouco aliviados. Os preços mais baixos, por sua vez, se traduzem em custos menores mais adiante na cadeia produtiva, ajudando a indústria a resistir à atual crise econômica.

 

Veja Wayne Boeckman e sua estamparia de aço, a QuickWay Stampings Inc., sediada em Euless, Texas. Ela não foi prejudicada pelos problemas econômicos dos EUA, principalmente porque fabrica peças de aço para os setores de energia, eletrônicos e de reposição para automóveis. Ao mesmo tempo em que mais pessoas desistem de trocar de carro, também fazem mais manutenção e buscam alternativas para melhorar o desempenho.

 

"Eu odeio dizer isso porque conheço muita gente que está apertada, mas nossa expectativa é que as vendas continuem fortes até o fim do ano", diz Boeckman.

 

As importações de aço tinham caído no início do ano, diante do dólar barato, forte consumo no resto do mundo e o alto custo do frete. Mas a maré começou a virar nas últimas semanas, com a alta do dólar e a queda da demanda no resto do mundo, assim como o barateamento do frete. O Baltic Dry Index, importante indicador do preço do frete, caiu mais de 65% nos últimos quatro meses.

 

Além disso, o preço do aço no mundo está caindo mais rapidamente do que nos EUA, levando produtores externos a direcionar mais de sua produção para o mercado americano. Na Índia, por exemplo, o preço de alguns tipos de aço já caiu 40% desde junho. No Oriente Médio os preços caíram mais da metade.

 

As siderúrgicas já tentaram cortar a produção para sustentar os preços. Mês passado a ArcelorMittal, maior do mundo em produção, anunciou que a diminuirá em 15% em alguns mercados para reduzir a oferta. Outras siderúrgicas optaram por antecipar manutenções que estavam marcadas para este ano.

 

"Acreditamos que haverá mais cortes de produção nos próximos meses", diz Michelle Applebaum, analista de siderurgia da MAR Inc. "Os cortes de produção desta vez são mais rápidos e profundos do que em ciclos anteriores."

 

Até pouco tempo atrás, a Europa atraía a maior parte das exportações de aço, porque os preços estavam mais altos lá do que nos EUA. Mas a queda na demanda européia deixou os preços praticamente idênticos.

 

Isso aumenta a pressão sobre as siderúrgicas americanas mas também fornece um alívio para outros setores. Os estoques de intermediários que compram o aço da siderúrgicas e revendem a clientes menores continuam altos. Esses intermediários devem reduzir suas compras de aço até esgotarem seus estoques. Alguns desses centros se negam a vender aço comprado há preço de ouro alguns meses atrás, na esperança de que o preço volte a subir.



Fonte: Valor Econômico
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