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Meio ambiente

EcoEnergia usará crédito de carbono para ganhar mais

07/12/2004 | 00h00

O EcoEnergia, fundo de participações que vai investir em projetos de geração de energia elétrica, vai usar os créditos de carbono para incrementar a rentabilidade. O fundo está captando R$ 120 milhões junto a investidores institucionais (como os fundos de pensão) e planeja participar de 10 a 15 projetos, informou David Zylbersztajn, da DZ Negócios com Energia, um dos gestores da carteira. Todos as empresas são não-poluentes, ou seja, têm os créditos de carbono que podem ser comercializados.
"O fundo já foi desenhado para aproveitar os benefícios do mercado de carbono", disse. Com a recente adesão da Rússia, o Protocolo de Kyoto entrará em vigor dia 16 de fevereiro de 2005. Na prática, os créditos de carbono permitem que países emergentes vendam a países industrializados "direitos de poluição". Assim, com a compra dos créditos, os países ricos podem abater de suas metas de redução de gases compradas dos países em desenvolvimento.
Segundo dados do Banco Mundial, em 2003, o mercado de carbono movimentou US$ 312 milhões no mundo, um aumento de 250% em relação a 2002. Em 2004, somente no período de janeiro a maio, o mercado girou US$ 260 milhões. Estima-se que este mercado gire hoje no Brasil cerca de US$ 80 milhões e chegue a algo entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões em um prazo de cinco a dez anos.
Pelos cálculos de Carlos Martins, diretor da Ecoinvest, empresa especializada na negociação dos créditos de carbono, a rentabilidade dos projetos de energia pode crescer em até três pontos percentuais com a comercialização do carbono. Assim, se a rentabilidade estimada de um projeto era de 17%, com os créditos de carbono o ganho vai para 20%. O EcoEnergia promete rentabilidade de 15% a 18% acima do IGP-M, ganho que pode ultrapassar os 20% com o carbono.
O EcoEnergia investirá apenas em empreendimentos na área de geração de energia através de fontes renováveis (pequenas centrais hidrelétricas, energia eólica e biogás). Os gestores estão percorrendo várias capitais para mostrar o projeto para potenciais aplicadores. A expectativa é que a primeira tranche, de R$ 50 milhões, seja fechada no primeiro trimestre de 2005.
Os volumes negociados nos mercados internacionais de carbono têm crescido significativamente desde a decisão do parlamento russo, que ocorreu quase oito anos após a assinatura do Protocolo Kyoto, em 1997. "O crescimento foi significativo, inclusive de crédito de carbono vindos de projetos desenvolvidos no Brasil", diz Martins. Atualmente, os maiores compradores são o governo holandês (por meio de fundos de carbono) e o Fundo Protótipo de Carbono, do Banco Mundial. Apenas a Holanda responde por 25% das compras.
A Boa Esperança Management é o gestor responsável pela estruturação e operacionalização do fundo. A Ecoinvest coordenará a estruturação e a negociação dos créditos. A DZ, de David Zylbersztajn, será responsável pela análise financeira e regulatória dos projetos. A Promon realizará a análise técnica.



Fonte: Valor Econômico
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