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Indústria Naval

EAS entrega maior casco de plataforma FPU construído no Brasil

22/12/2011 | 12h59
O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) entrega hoje (22) à Petrobras o maior casco de plataforma semissubmersível (FPU) já construído no Brasil. O chamado lower hull da P-55, com 25 mil toneladas totais, tem 44 metros de altura e uma base de 94 por 94 metros. Esse contrato marcou a estréia do EAS na indústria offshore e a entrega consolida em definitivo a presença da empresa no setor.

Todas as etapas da construção do casco - incluindo os procedimentos de soldagem - foram executadas e aprovadas no EAS, atendendo às rígidas normas e especificações da indústria offshore e da sociedade classificadora internacional responsável pela certificação do projeto, a Bureau Veritas, entidade sediada na França e com mais de 100 anos de credibilidade.

Além das dimensões, o projeto do casco envolve um desafio logístico proporcional ao seu tamanho. Do EAS, o casco será rebocado por duas mil milhas até o Estaleiro Rio Grande (RS), onde será integrado à estrutura superior da unidade (deck box), construída no estaleiro gaúcho. A previsão é que o transporte do casco - que será realizado por dois rebocadores oceânicos - seja concluído em duas semanas. Dessa forma, tanto a construção do lower hull quanto o traslado estarão de acordo com o cronograma de integração da plataforma.

Outro diferencial é que a integração do casco e do deck box, operação chamada de mating no jargão técnico, será realizada num dique seco. É a primeira vez que esse processo é realizado dessa forma no Brasil.

Uma parte do contingente empregado pelo EAS para a construção da P-55 foi capacitada em Pernambuco, para atuar na parte operacional do empreendimento, como soldagem, montagem e pintura. “Sem dúvida, a produção desse casco agregou valor à região. Criamos uma nova fronteira para a indústria offshore do País. É uma grande oportunidade para a economia local e que terá impacto no círculo virtuoso de desenvolvimento industrial pelo qual Pernambuco vem passando”, afirma o presidente do EAS, Agostinho Serafim Júnior.

Ele também ressalta que “a maior dificuldade encontrada na construção do casco da P-55 foi o fato de as instalações do EAS não estarem inteiramente prontas, além da escassez de mão de obra no Brasil. A obra teve de avançar à medida em que a mão de obra era treinada ou selecionada”, destaca o presidente. “Isso impactou no cronograma inicial. Porém, a obra ganhou velocidade e evoluiu dentro do previsto após a conclusão do Estaleiro, em meados de 2010. A partir daí, pudemos contar com toda a nossa capacidade produtiva”, analisa.


Testes

Antes de ser entregue, o casco da P-55 foi submetido a uma série de testes para avaliação da operação do sistema de lastro, responsável por fazer a plataforma submergir e emergir. Também foram realizados os testes estrutural dos tanques e hidrostático das tubulações. Os resultados mostraram que todos os sistema estão operando perfeitamente e que o lower hull atende às exigências de qualidade da indústria de petróleo e gás. No Estaleiro Rio Grande, o casco ainda passará  pelos testes de inclinação, que serão supervisionados por  técnicos do EAS.

A P-55 é uma plataforma projetada para operar em águas profundas. Terá capacidade de produção de 180 mil barris diários e produzirá óleo leve. Ela será instalada no Campo de Roncador - Bacia de Campos (RJ) - a uma distância de 130 quilômetros da costa e sobre uma lâmina d’agua de 1.795 metros.


Características
 da Plataforma P-55


· Tipo: semissubmersível (FPU)
· Dimensões do casco: base de 94 m x 94 m e altura de 44 m
· Peso estimado do casco: 25 mil toneladas
· Demanda de aço para o casco: 19 mil toneladas
· Lâmina d’água: 1.795 m
· Capacidade de produção: 180 mil barris/dia (pico em 2013)
· Compressão de gás: 6 milhões de m³/dia
· Capacidade total líquidos: 200.000 blpd
· Óleo: 22o API
· Tratamento gás: 4,0 MM Nm3/d
· Injeção de água: 290.000 bpd
· Tripulação: 100 pessoas


Fonte: Redação
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