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Opinião

É preciso escolher o caminho da eficiência energética

22/07/2010 | 10h46

Por Míriam Leitão

 

 


A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou que a China passou os EUA como maior consumidor de energia, mas o país negou, dizendo que os dados não são confiáveis. Achei engraçadíssimo, porque é a China que tem problema crônico de credibilidade, ninguém confia nas estatísticas por bons motivos. Ela divulga o número que quer e não tem transparência.



Mas é bem possível que o país tenha passado os EUA, porque no ano passado eles reduziram o crescimento e, com isso, o consumo de energia; enquanto na China cresce. A agência fala que o país consumiu 2,252 bilhões de toneladas de petróleo, 4% mais do que os EUA. Os dois juntos fazem um estrago, consomem metade do petróleo do mundo. São parceiros nas emissões de gases de efeito estufa provocados pelo uso intensivo do petróleo.



Como o Brasil, o que a China tem prometido ao mundo não é reduzir o consumo nem as emissões, mas diminuir a intensidade do consumo por produto. Para cada 1% do produto bruto, ela vai usar menos energia daqui para a frente, porque vai ficar mais eficiente. Em suma, está prometendo eficiência energética e isso todos devem fazer. A China sabe que tem que fazer isso, porque a demanda de energia tem uma trajetória explosiva. Há dez anos, segundo a AIEA, o consumo dela era metade do americano. Por isso, tem que tomar cuidado.



Nesta semana, conversei com um grande empresário brasileiro que defende a energia fóssil. Ele disse que não tinha jeito, porque a eólica e a solar são caras, não tem como garantir o crescimento. É claro que nenhuma energia sozinha vai segurar a barra de um mundo que consome cada vez mais.



O dado divulgado hoje pelo Sérgio Abranches também é interessante: a capacidade instalada de energia eólica de 2001 para 2010 no mundo multiplicou por oito, de 2006 para 2009, cresceu três vezes; na China, aumentou dez vezes.



Está todo mundo procurando as energias sustentáveis. Mais do que isso: há pesquisas em novas fontes e coisas promissoras. O petróleo é indispensável, mas vai acabar um dia. O mundo caminha para um imposto sobre o petróleo.



A energia está no centro do debate do século XXI. A escolha de sua fonte de energia entra em conflito direto com o problema do aquecimento global. No Brasil, há pouco esforço para a eficiência energética. Isso é um caminho importante para que a gente use melhor a energia já pronta para ser utilizada.



Fonte: O Globo
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