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Empresas

Dívidas da petroleira OGX chegam a R$ 10,8 bilhões

17/10/2013 | 11h36

 

O rombo da OGX, de Eike Batista, chega a R$ 10,8 bilhões (equivalente a US$ 5 bilhões). Segundo a 'Folha' apurou, esse é o valor atual da dívida em aberto da petroleira com os diferentes credores.
Os ativos da empresa (campos de petróleo, máquinas e outros) estão avaliados em R$ 5,8 bilhões (US$ 2,7 bilhões), ou seja, só pagam pouco mais de metade da dívida.
O caixa da OGX -dinheiro para pagar funcionários e outras despesas- está em menos de R$ 200 milhões e dura até o fim do mês.
As principais dívidas da empresa são US$ 3,6 bilhões para os detentores dos bônus no exterior ("bondholders"), US$ 1 bilhão para a OSX e US$ 400 milhões em atrasados para fornecedores.
Os números ajudam a entender a dramática situação da OGX, que deve pedir recuperação judicial em breve.
Na terça-feira, Eike interrompeu as negociações de reestruturação da dívida, que ocorriam em Nova York, após demitir o presidente da OGX, Luiz Carneiro.
O consultor Ricardo K, da Angra Partners, que passou a tocar a OGX na prática, corre contra o tempo para conseguir algum dinheiro e viabilizar a recuperação judicial.
A OGX precisa de pelo menos US$ 150 milhões para começar a produzir petróleo e, assim, gerar receita para pagar as dívidas. Só assim a Justiça aceitaria um plano de recuperação da empresa.
Segundo a 'Folha' apurou, as negociações para obter o aporte avançam com a americana GSO, uma das maiores firmas de crédito para empresas endividadas. Outras oito empresas foram consultadas.
Eike se reuniu com os diretores da OGX na terça-feira, após a demissão de Carneiro. Segundo relatos, ele estava quase eufórico e disse que o objetivo é "produzir petróleo", mesmo após a drástica redução da empresa.
Negociação
Eike quer convencer os credores da OGX ("bondholders", OSX e fornecedores) a trocar sua dívida por ações. O principal nó é o tamanho da dívida com a OSX.
Os gestores da OSX dizem que têm a receber US$ 2,6 bilhões da petroleira por aluguel atrasado de plataformas, multas e indenizações.
Já a administração da OGX defendia (antes da saída de Carneiro) que não é possível justificar um pagamento superior a US$ 900 milhões.
Esse valor é tão importante porque vai determinar quantas ações da OGX vão receber os acionistas da OSX. Eike tem 68% do estaleiro.
Os "bondholders" da OGX são contra a petroleira pagar US$ 2,6 bilhões a OSX -número que constava da primeira proposta de reestruturação da dívida feita por Eike.
Na segunda oferta entregue aos "bondholders", o empresário havia baixado esse valor para US$ 1 bilhão.
A questão é complexa, porque a OSX vai ter que pagar também seus próprios credores antes de sobrar algo para Eike. Para os "bondholders" da OGX, o empresário deveria ficar com menos de 5% da petroleira no final do processo de reestruturação.
Eike, que já esteve disposto a abrir mão de tudo para pagar as dívidas, agora acha que pode conseguir mais com o auxílio de Ricardo K.

O rombo da OGX, de Eike Batista, chega a R$ 10,8 bilhões (equivalente a US$ 5 bilhões). Segundo a 'Folha' apurou, esse é o valor atual da dívida em aberto da petroleira com os diferentes credores.

Os ativos da empresa (campos de petróleo, máquinas e outros) estão avaliados em R$ 5,8 bilhões (US$ 2,7 bilhões), ou seja, só pagam pouco mais de metade da dívida.

O caixa da OGX -dinheiro para pagar funcionários e outras despesas- está em menos de R$ 200 milhões e dura até o fim do mês.

As principais dívidas da empresa são US$ 3,6 bilhões para os detentores dos bônus no exterior ("bondholders"), US$ 1 bilhão para a OSX e US$ 400 milhões em atrasados para fornecedores.

Os números ajudam a entender a dramática situação da OGX, que deve pedir recuperação judicial em breve.

Na terça-feira, Eike interrompeu as negociações de reestruturação da dívida, que ocorriam em Nova York, após demitir o presidente da OGX, Luiz Carneiro.

O consultor Ricardo K, da Angra Partners, que passou a tocar a OGX na prática, corre contra o tempo para conseguir algum dinheiro e viabilizar a recuperação judicial.

A OGX precisa de pelo menos US$ 150 milhões para começar a produzir petróleo e, assim, gerar receita para pagar as dívidas. Só assim a Justiça aceitaria um plano de recuperação da empresa.

Segundo a 'Folha' apurou, as negociações para obter o aporte avançam com a americana GSO, uma das maiores firmas de crédito para empresas endividadas. Outras oito empresas foram consultadas.

Eike se reuniu com os diretores da OGX na terça-feira, após a demissão de Carneiro. Segundo relatos, ele estava quase eufórico e disse que o objetivo é "produzir petróleo", mesmo após a drástica redução da empresa.


Negociação

Eike quer convencer os credores da OGX ("bondholders", OSX e fornecedores) a trocar sua dívida por ações. O principal nó é o tamanho da dívida com a OSX.

Os gestores da OSX dizem que têm a receber US$ 2,6 bilhões da petroleira por aluguel atrasado de plataformas, multas e indenizações.

Já a administração da OGX defendia (antes da saída de Carneiro) que não é possível justificar um pagamento superior a US$ 900 milhões.

Esse valor é tão importante porque vai determinar quantas ações da OGX vão receber os acionistas da OSX. Eike tem 68% do estaleiro.

Os "bondholders" da OGX são contra a petroleira pagar US$ 2,6 bilhões a OSX -número que constava da primeira proposta de reestruturação da dívida feita por Eike.

Na segunda oferta entregue aos "bondholders", o empresário havia baixado esse valor para US$ 1 bilhão.

A questão é complexa, porque a OSX vai ter que pagar também seus próprios credores antes de sobrar algo para Eike. Para os "bondholders" da OGX, o empresário deveria ficar com menos de 5% da petroleira no final do processo de reestruturação.

Eike, que já esteve disposto a abrir mão de tudo para pagar as dívidas, agora acha que pode conseguir mais com o auxílio de Ricardo K.

 



Fonte: Folha de São Paulo
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