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Audiência Pública

Diretor da Petrobras diz que cancelamento de refinarias não se deve à Lava Jato

10/04/2015 | 09h59
Diretor da Petrobras diz que cancelamento de refinarias não se deve à Lava Jato
Agência Petrobras Agência Petrobras

A decisão da Petrobras de cancelar a construção de duas refinarias no Nordeste foi motivada apenas por fatores econômicos e não teve relação com os efeitos da Operação Lava Jato, que investiga corrupção na companhia.

A afirmação foi feita nesta quarta-feira (8) pelo diretor de Abastecimento da estatal, Jorge Celestino Ramos. Ele participou de uma audiência pública realizada pela comissão externa da Câmara dos Deputados que analisa a suspensão dos projetos.

De acordo com Ramos, o cancelamento, anunciado em janeiro passado, foi motivado por três fatores: primeiro, pela queda dos preços do mercado mundial de refinados, que reduziu as "margens de lucro" e tirou a atratividade dos empreendimentos. Depois, pela desistência da companhia petroquímica chinesa Sinopec, que estava negociando participação nas unidades. Por fim, pela necessidade da Petrobras de preservar seu caixa.

Segundo Jorge Ramos, o ambiente macroeconômico mundial mudou desde 2006, quando a companhia decidiu apostar na construção das duas unidades de refino. Ele garantiu que a Petrobras fez todo o esforço para manter os investimentos.

"Infelizmente nesse momento a gente não consegue caminhar com esse projeto pelo lado das condições de mercado que não está gerando indicadores positivos para que a gente continue com as inversões, com os investimentos; por outro lado também pela necessidade de preservação de caixa nesse momento."

De acordo com o diretor da companhia, somente a retomada do crescimento mundial e a melhora nos preços do petróleo e dos refinados poderão levar à retomada dos projetos de construção de novas refinarias no País.
As duas usinas seriam construídas nas cidades de Bacabeira, no Maranhão, e em Caucaia, no Ceará. Elas produziriam óleo diesel, gás de cozinha e querosene de aviação.

Questionado pelos deputados, o diretor da estatal disse que os estados não foram avisados com antecedência do cancelamento porque a legislação das sociedades anônimas exige que o mercado seja informado em primeiro lugar. Mas ele reconheceu o mal-estar que isso gerou nos governos. "A gente entende que essa não foi a melhor forma de discutir o assunto."

A decisão da estatal de não informar previamente os governadores foi bastante criticada pelos membros da comissão externa. O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) disse que não houve respeito aos estados e duvidou que a não comunicação foi motivada pela exigência de se informar primeiro ao mercado.

"Isso é história para boi dormir. Ou o projeto foi mal pensado, aí a Petrobras se corrige cancelando, vamos ser maduros, ou foi de uma irresponsabilidade muito grande. Simplesmente no final do ano, discutindo com os seus parceiros, por uma conjuntura internacional vivida nesse momento, eu cancelo os projetos e venho dizer que se não tivesse isso eu teria problema, isso não existe."

Na próxima semana a comissão externa vai realizar uma nova audiência pública, desta vez para ouvir o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Também na próxima semana o colegiado deverá visitar a cidade de Bacabeira, onde seria instalada a unidade maranhense.



Fonte: Câmara dos Deputados
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