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ANP

Dilma diz ter feito as pazes com parlamentares e insiste em nomeação

27/04/2005 | 00h00

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, afirmou ontem que o governo reapresentará a indicação do engenheiro químico José Fantine para a direção-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Rejeitada há duas semanas pela Comissão de Infra-Estrutura do Senado, por 12 votos a 11, a nomeação de Fantine foi interpretada como um ato de rebeldia do PMDB e também como um alerta à ministra sobre a sua suposta falta de atenção aos parlamentares, dificultando audiências e negando indicações políticas para cargos de diretoria em estatais do setor elétrico.
Dilma rompeu o silêncio em que se encontrava desde a derrota no Senado. Após audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara, a ministra evitou polemizar e disse que está "em paz" com deputados e senadores. "Eu nunca briguei. Então, estou de pazes feitas há muito tempo. O ministério tem tido uma atitude bastante pró-ativa na relação com os parlamentares", contemporizou Dilma.
A ministra fez questão de apresentar-se pessoalmente na audiência, convocada pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE), para discutir o reajuste de tarifas de uma distribuidora em Pernambuco. É prática comum, entre ministros, enviar representantes para muitas dessas audiências.
Dilma fez uma apresentação aos deputados sobre o novo marco regulatório do setor elétrico e respondeu seis perguntas, feitas em bloco. Mas deixou a audiência uma hora e meia após o seu início, quando ela ainda estava em andamento, alegando que tinha que cumprir agenda no ministério. Segundo assessores da ministra, eram reuniões internas com a própria equipe técnica.
Embora não tenha dado prazos, Dilma assegurou que o governo insistirá na nomeação de Fantine para a ANP - que qualificou como homem "íntegro, correto e tecnicamente capacitado". de acordo com ela, não existe possibilidade de sugerir outro nome para o cargo e a indicação do ex-diretor da Petrobras deverá ser levada ao plenário do Senado. Questionada se isso não significaria atropelar uma decisão dos senadores da comissão, a ministra respondeu: "O regimento é o que devemos respeitar".
Desde a derrota do governo na Comissão de Infra-Estrutura, Dilma foi orientada pelo Palácio do Planalto a dar mais atenção aos parlamentares. Ela tem seguido a determinação e já recebeu vários deputados e senadores após a polêmica votação. Entre eles, o senador Alberto Silva (PMDB-PI), um dos pivôs da articulação que demonstrou à ministra o descontentamento dos pemedebistas com a baixa representatividade do partido nas estatais.
Silva indicou o presidente da Cepisa, a distribuidora de energia elétrica que foi federalizada, mas o governo ameaçava tirá-lo do cargo. O senador queria mantê-lo e nomear mais um diretor.



Fonte: Valor Econômico
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