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Combustíveis

Dilma descarta alta da gasolina no curto prazo

05/08/2004 | 00h00

O governo não pretende aumentar no curto prazo os preços dos combustíveis, afirmou ontem a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. Ela disse que ainda vê um cenário de alta volatilidade das cotações internacionais do óleo e que não caberia ao governo repassar esta volatilidade ao consumidor. Segundo a ministra, não é possível afirmar que houve uma mudança de patamar nas cotações do preço do barril tipo brent no mercado externo, e que não irá ceder a movimentos especulativos.
Na terça-feira, o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, afirmou que se a cotação do petróleo firmar-se no patamar de US$ 40 a US$ 45, os preços poderiam sofrer reajustes.
"Não há, dentro do governo ou dentro da Petrobras, nenhuma evidência de que há necessidade de fazer esse realinhamento ainda", afirmou Dilma. "Mas, caso haja essa mudança de patamar, nós iremos tomar essa medida".
A ministra disse que é preciso levar em consideração o preço do petróleo negociado em Londres, o brent, e não a cotação do barril em Nova York, o WTI, que atingiu cotações mais altas.
Ontem, o barril negociado em Nova York atingiu mais uma alta recorde, chegando a US$ 44,34. O barril do petróleo brent para setembro também chegou a uma nova alta histórica, US$ 40,96.
Dilma atribuiu ao processo eleitoral dos EUA a oscilação do preço do petróleo no mercado internacional. Ela também disse que outros fatores que levaram à explosão da cotação internacional, como a crise na russa Yukos, serão solucionados em breve. "Não vi nenhum analista de banco internacional dizer que essa alta se transformará em um patamar. Nós achamos que o Brasil pode perfeitamente não acompanhar todos os movimentos especulativos do mercado internacional".
Segunda a ministra, o Brasil não tem mais tanta dependência das importações do óleo como ocorreu no primeiro choque de preços do insumo na década de 70, quando o país importava cerca de 70% do que consumia. "Não é uma questão só de mix de preços a ser trabalhado. Nós não somos um importador qualquer, somos um país com margem para fazer jogo, para exportar e importar".
O último aumento da gasolina e do óleo diesel pela Petrobras ocorreu no dia 14 de junho. Na época, a Petrobras calculava que o preço internacional do petróleo estava em um patamar entre US$ 35 e US$ 37.
Analistas econômicos calculam que os preços dos combustíveis estão, na verdade, "atrasados" em relação ao mercado internacional. Na avaliação de Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE) os preços do diesel estão defasados entre 13% e 15% e o da gasolina, em 20%. Na avaliação do Departamento Econômico do Bradesco, a manutenção do preço do petróleo em patamar elevado tornará mais provável um novo reajuste dos preços dos combustíveis. Nas previsões do banco, deve haver um novo aumento entre novembro e dezembro.



Fonte: Valor Econômico e a
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