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Energias renováveis

Dilma defende apoio político às grandes usinas hidrelétricas

04/06/2004 | 00h00

O governo brasileiro comprou uma briga polêmica na Conferência Internacional para Energias Renováveis, que ocorre desde terça-feira na cidade alemã de Bonn. A delegação, chefiada pela ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, defende o apoio político e financeiro às grandes usinas hidrelétricas. Essa posição é criticada por organizações não-governamentais e por alguns governos europeus, como Holanda e Dinamarca, mas tem o apoio de nações africanas e latino-americanas.
Na opinião da ministra, que concedeu entrevista ao Valor após sua apresentação na plenária do fórum, as críticas às hidrelétricas de grande porte escondem uma tática de países desenvolvidos de "colocar goela abaixo" tecnologias caras, especialmente a solar e a eólica.
Dilma representou os países da América Latina e Caribe na plenária ministerial em que o chanceler alemão, Gerhard Schröder, discursou, e ali defendeu que a geração hidrelétrica continuará sendo a principal fonte de eletricidade da região.
No caso do Brasil, a ministra afirmou que as fontes alternativas, como biomassa, eólica e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) terão papel secundário. "A promoção de energia renovável deve ocorrer de acordo com a situação específica de cada país", defendeu a ministra.
Nas negociações com os países europeus, Dilma tem apresentado dados que mostram que apenas 24% do potencial hidrelétrico do Brasil foi utilizado, enquanto, nos países da OCDE, esse índice sobe para 70%. Grande parte de nações africanas com recursos hídricos capazes de gerar energia, utilizam cerca de 10%, o que as torna aliadas do Brasil.
"Os países em desenvolvimento têm o direito absoluto de desenvolver seu potencial hidrelétrico", enfatizou a ministra durante a entrevista. Segundo ela, os ministros alemães que coordenam a reunião de Bonn, estão sensibilizados para a necessidade de não se excluir as grandes hidrelétricas da categoria de fontes renováveis.
Por conta da oposição de latino-americanos e africanos, a declaração política dificilmente incluirá restrições às grandes hidrelétricas.
O discurso de Dilma foi duramente criticado por ONGs da América Latina. A análise é de que, ao colocar as fontes eólica, PCHs e biomassa em segundo plano, reduzem-se as chances de financiamento internacional. "O Brasil está fazendo um papelão ao defender aqui as grandes hidrelétricas, este era um problema que devíamos discutir em casa", disse o diretor do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado.
Apesar disso, o Brasil assinou com o governo alemão um tratado de cooperação em energias renováveis. Trata-se de um desdobramento da viagem do ministro do Meio Ambiente, Jürgen Trittin, ao país, em 2003. O acordo prevê a troca de informações e tecnologias de fontes alternativas.
O Brasil não fez qualquer referência a um possível programa de geração nuclear. Dilma foi enfática em dizer que não há, no Ministério de Minas e Energia, nenhum plano de exportação de urânio enriquecido. Também afirmou que não existe, até o momento, intenção do governo de retomar o projeto de Angra III. Ela lembrou que o assunto não constava da agenda de discussão na comitiva para a China, quando um anúncio do ministro de Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, sobre exportação de urânio, chamou a atenção da imprensa mundial.



Fonte: Valor Econômico
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