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Internacional

Descoberto petróleo em Cuba

11/01/2005 | 00h00

A descoberta de petróleo feita no final de dezembro pelas empresas canadenses Pebercan e Sherritt Internacional na área do Golfo do México controlada por Cuba pode alterar o relacionamento entre Cuba e Estados Unidos. "Se Cuba for capaz de mostar que tem petróleo de alta qualidade em níveis suficientes, a administração Bush vai sofrer pressão para, no mínimo, permitir compras de petróleo de origem cubana", afirmou ao New York Times, o presidente da US-Cuba Trade e Economic Coucil de Nova York, John Kavulich.
Segundo o presidente Fidel Castro, as reservas descobertas pelas empresas canadenses estão estimadas em 100 milhões de barris e a produção deverá ser iniciada em 2006. De acordo com a matéria publicada no jornal New York Times, esta produção só seria capaz de suprir as necessidades energéticas de Cuba durante três ou quatro anos. No entanto, uma descoberta significativa, que pudesse transformar o país de importador em exportador, poderia provocar uma revisão nas políticas que excluem a grande maioria das companhias americanas do comércio com Cuba.
"Politicamente, as apostas em Cuba estão altas, pois mesmo que o país precise de todo o petróleo encontrado, o governo pode sacrificar a independência energética para vender petróleo para os Estados Unidos e outros países", acrescenta o Kavulich, que considera a descoberta da Pebercan, de Montreal, e da Sharritt, de Toronto, uma ilustração de como companhias de outros países se beneficiam do embargo americano na maioria das relações comerciais com Cuba.
Embora as empresas não quisessem omentar a descoberta, Castro falou à imprensa oficial dando detalhes, informando inclusive que a descoberta feita pelos canadenses revela um petróleo mais leve e de melhor qualidade do que o geralmente encontrado em Cuba. Esta alteração poderá permitir que os cubanos refinem o petróleo para uso em veículos e para exportação.
O diário novaiorquino informa, a espanhola Repsol YPF investiu mais de US$ 20 milhões para arrendar empresa norueguesa de perfuração para procurar petróleo em águas cubanas. Ramón Blanco, chefe de operações da Repsol YPF, disse a investidores em julho que o primeiro poço descoberto "alcançou em parte as expectativas", mas não foi considerado comercialmente viável. No entanto, Blanco comentou em uma conferência telefônica que a companhia será capaz de provar a presença de "reservatórios de excelente qualidade".
Analistas que acompanham a indústria energética de Cuba esperam que a Repsol continue perfurando na costa da ilha até o início de 2006, junto com a Unión Cubapetroleo, uma empresa energética controlada pelo governo de Havana.
O consultor Jorge Piñón Cervera, que faz parte do grupo de altos executivos da Amoco para América Latina, argumenta que "os canadenses não estão lá porque gostam da tia avó do Castro ou de um bom café cubano. Eles estão em Cuba porque é praticamente uma província virgem de exploração justamente no quintal dos Estados Unidos.".
Segundo o New York Times, notícias da descoberta das companhias canadenses e do potencial para grandes descobertas de petroleo em porções do golfo do México controlados por cuba estão fazendo crescer a especulação sobre como a emergência de Cuba como uma área promissora de exploração petrolífiera pode afetar as relações com os estados unidos.  
As companhias energéticas norte-americanas são proibidas de explorar petróleo além das 100 milhas da costa da Flórida, onde as canadenses, espanholas e brasileiras prospectam petróleo. Os cubanos, desde o início dos anos 90, encorajaram ivestimentos de companhias energéticas internacionais, e conseguiram aumentar a produção de petróleo em mais 75 mil barris por dia em 2004. Em 1992, a produção era de 18 mil barris por dia.



Fonte: Com agências intern
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