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Preços

Depois de passar dos US$ 45, petróleo tem leve queda

11/08/2004 | 00h00

Os preços do petróleo aumentaram fortemente nesta quarta-feira (11/08) em função das sabotagens no Iraque, das preocupações com a companhia russa Yukos e da incapacidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em aumentar a produção.
O petróleo leve norte-americano cresceu 11 centavos e chegou a US$ 44,61 o barril, depois de ter tocado o recorde de US$ 45,04 nesta terça-feira (10/08). Os preços nos Estados Unidos cresceram 19% ou US$ 7, desde o final de junho. O Brent aumentou 14 centavos e chegou a US$ 41,42, o barril.
As exportações iraqueanas são de cerca de 1 milhão de barris por dia, pouco mais da metade do 1,9 milhão bombeado antes do ataque de segunda-feira no principal duto de exportação do sul do país. Segundo informações oficiais iraqueanas, as reparações para restabelecer a capacidade total são esperadas para quarta-feira.
A capacidade de produção da Opep saltou para 600 mil por dia em julho, quando o cartel decidiu aumentar a oferta para conter a alta dos preços. Agencia Internacional de Energia em seu informativo mensal sobre o mercado de petróleo afirmou que: "A estreita margem de capacidade de produção utilizada pelos produtores da Opep contribuiu para o recente alta dos preços. Isso deixa um espaço de menos de 1% nos 82 milhões de bpd do mercado mundial, comparado com cerca de 8% em 2002, quando a capacidade de oferta da Opep era de de 6 a 7 milhões de bpd".
Os problemas com a maior exportadora russa, a Yukos, também empurraram os preços do petróleo para cima. A Agência Federal de Energia Russa disse, nesta quarta-feira, que pediria à corte que descongelasse as contas da empresa, preocupada com a possibilidade de que as exportações possam ser cortadas se a empresa não tiver acesso ao próprio caixa. "Não é possível uma grande empresa existir sem financiamento para suas operações", disse o chefe da agência, Sergei Oganesyan.
"Mais de 35 milhões de toneladas por ano (700 mil barris por dia), incluindo suprimentos para a China, podem não chegar ao mercado mundial." O executivo não explicou como fez os cálculos. A Yukos produz 1,7 milhão de bpd e exporta mais de 1 milhão de bpd.
Os traders locais estão preocupados com a possibilidade de que o transporte de 300 mil bpd feito pela Yukos possa cessar. O monopólio russo dos oleodutos Transneft informou que as empresas poderão compensar suas perdas para os volumes caso a Yukos seja incapaz de pagar as taxas de navegação.
A YUKOS diz que pagou as taxas para manter a Transneft transportando seu petróleo até o final de agosto. A companhia estatal de ferrovias informou na segunda-feira (09/08), que a Yukos pagou as taxas de transporte em tempo para o prazo até terça-feira e espera manter o óleo da Yukos em movimento até os portos.
Nos Estados Unidos, as companhias de petróleo fecharam pequenos volumes de produção óleo e gás no Golfo do México e evacuaram 1.700 trabalhadores como precaução a duas tormentas tropicais. Um esperado crescimento para os inventários semanais do petróleo nos Estados Unidos foi liberado pela Administração de Informação de Energia, o que poderia esfriar a tendência de alta dos preços.



Fonte: Reuters
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