acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Internacional

Demanda interna cai e EUA exportam gasolina

04/05/2011 | 10h23
Os Estados Unidos tornaram-se exportador líquido de combustível pela primeira vez em quase 20 anos, num momento em que os motoristas enfrentam dificuldades diante dos preços altos da gasolina.
 

Dados do Departamento de Energia do governo federal mostram que em cada dia de fevereiro o maior consumidor mundial de petróleo exportou 54 mil barris de produtos petrolíferos a mais do que comprou no mercado mundial.
 

Após passar por um período de cinco anos de declínio nas importações líquidas, os Estados Unidos tornaram-se um exportador líquido no fim de 2010, uma tendência que, segundo analistas, é confirmada pelos dados mais recentes.
 

A mudança acontece num momento em que a Casa Branca tem que lidar com a frustração do eleitorado devido aos preços da gasolina, que subiram 37% no ano passado, para quase US$ 4 por galão, nível mais elevado desde meados de 2008.
 

Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos, pediu um fim às isenções tributárias que beneficiam as companhias petrolífera. Ao mesmo tempo, o seu secretário de Justiça, Eric Holder, criou uma força-tarefa para investigar manipulação dos preços do petróleo.
 

O American Petroleum Institute (API), grupo representante do setor anunciou que as exportações de produtos refinados pelos Estados Unidos cresceram 24,4% no primeiro trimestre em comparação com doze meses atrás, para 2,49 milhões de barris por dia. As importações baixaram 14,4%, para 2,16 milhões de barris/dia. O aumento das exportações é liderado pelo diesel e pela gasolina, é o que mostram os dados da Energy Information Administration.
 
 
Durante anos, os EUA eram não apenas um importador líquido de petróleo bruto, mas também de combustíveis refinados. Mas a demanda de petróleo, em 19 milhões de b/d, embora em retomada, continua em 2 milhões de b/d abaixo dos níveis pré-recessão.
 

As vias também estão dando vazão a menores volumes de tráfego do que em 2007 e as refinarias estão incrementando a produção de combustíveis.
 

"Apesar de nosso consumo estar acima de onde estava doze meses atrás, ainda temos bastante disponível para exportar", disse Rayola Dougher, assessor econômico da API.
 

Os principais clientes dos derivados de petróleo americanos estão na América Latina, onde as refinarias muitas vezes não conseguem acompanhar o crescimento do consumo de combustível. O México depende fortemente do combustível produzido nos Estados Unidos. O Equador, que é membro da Opep, um cartel do petróleo, também é um comprador.
 

As refinarias americanas no golfo do México estão próximas desses mercados. A Valero Energy, uma refinaria americana, disse a analistas que as exportações de gasolina foram impulsionadas pela demanda no México e no Brasil.


Fonte: Valor Econômico
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar