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Petróleo

Demanda cairá pela 1ª- vez em 25 anos

15/12/2008 | 02h11

A demanda mundial de petróleo cairá este ano pela primeira vez em 25 anos, estima a Agência Internacional de Energia (AIE), que voltou a rever para baixo suas previsões em meio à crise econômica. “Em 2008 espera-se que a demanda mundial por petróleo sofra uma queda pela primeira vez desde 1983, com uma contração de 200 mil de barris diários (b/d)”, atingindo 85,8 milhões de b/d, indicou a AIE em seu relatório mensal.

 

De acordo com a agência, em 2009, espera-se que a demanda volte a crescer, alcançando 86,3 milhões de barris por dia, cifra também revista para baixo pela AIE, que baseou-se na previsão de recuperação econômica do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o próximo ano.

 

Em seu último informe, há um mês, a AIE - que defende os interesses energéticos dos países industrializados - apostava para 2008 e 2009 uma demanda de 86,2 milhões de b/d e de 86,5 milhões de b/d, respectivamente. O crescimento da oferta mundial de ouro negro sofreu uma desaceleração em 165 mil b/d em novembro, para 86,5 milhões de b/d.

 

Corte da Opep

 

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) retirou 760 mil b/d do mercado e sua oferta totalizava 31,3 milhões de b/d no final do mês passado, uma reação à deterioração da demanda, acrescentou o relatório.

 

“A oferta deverá diminuir um pouco mais em dezembro”, já que a Opep se reunirá no próximo dia de 17 em Orã, na Argélia, e provavelmente fechará as torneiras um pouco mais, pela terceira vez desde setembro, segundo a AIE.

 

O cartel, em um esforço para enfrentar a queda da demanda provocada pela crise econômica e financeira, está fazendo tudo que está a seu alcance para que as cotações do barril de petróleo subam. O preço do barril já caiu mais de US$ 100 desde o valor recorde de US$ 147,5 alcançado em meados de julho.

 

A maioria dos analistas espera que a Opep anuncie em Orã uma redução de dois milhões de barris diários na produção.

 

A AIE estima que o cartel produzirá 30,7 milhões de barris por dia em 2009, uma cifra também rebaixada em cerca de um milhão de barris diários. De acordo com este cálculo, se a Opep cortar mais de 600 mil de barris por dia em sua oferta atual, haverá problemas de abastecimento no próximo ano.

 

“O mercado está muito baixista”, admitiu David Fyfe, analista chefe da AIE, mas “queremos insistir que a demanda poderá mostrar-se mais resistente do que o previsto nos países emergentes.”

 

As tentativas para desregular os preços dos produtos petrolíferos, amplamente subsidiados na maioria dos países em desenvolvimento, levariam muito tempo, destacou o analista chefe da AIE, prevendo que a Opep pode ir “longe demais” no corte de sua produção durante o encontro da próxima semana em Orã.



Fonte: Gazeta Mercantil
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