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Combustíveis

Demanda aquecida durante a entressafra força alta do etanol

25/02/2014 | 17h27

 

Apesar do maior aumento de oferta de etanol registrado em todos os tempos em uma única safra, e do volume recorde de cana processada no país na safra 2013/2014, a procura aquecida pelo etanol nas bombas resultou em um aumento no preço do produto entregue pelas usinas nas últimas semanas. O impacto vem sendo notado pelo consumidor mesmo com um estoque de etanol para a entressafra significativamente maior do que o volume disponível durante a entressafra de um ano atrás.
Dados apurados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e também pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) mostram que o estoque de etanol disponível no início de fevereiro, ou seja, no meio da entressafra que ocorre entre dezembro e março, era mais de 10% superior ao observado no mesmo período um ano atrás. Apesar do volume disponível mais elevado, a demanda pelo consumidor tem sido ainda maior, forçando a alta nos preços.
“É o mesmo efeito que ocorre pontualmente com outros produtos agrícolas, em períodos de baixa ou nenhuma produção. O etanol consumido hoje foi produzido durante o período de safra, que terminou no final de novembro ou início de dezembro para a grande maioria das usinas do Centro-Sul. Até o início da nova safra, em abril, o consumidor será abastecido por etanol estocado enquanto havia produção”, explica o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.
Dados apurados pela Unica, MAPA e demais associações de produtores de etanol do país, confirmam a safra recorde de cana-de-açúcar este ano, que irá atingir cerca de 650 milhões de toneladas, 11% superior ao volume total da safra anterior. O aumento na oferta de cana que levou à produção mais alta foi de 65 milhões de toneladas, praticamente todo ele direcionado para a produção adicional de etanol.
“O aumento de moagem que ocorreu no Brasil devido à maior oferta de cana é superior a toda a produção de cana-de-açúcar de importantes países produtores. Por exemplo, só os 65 milhões de toneladas adicionais representam 2,5 vezes toda a produção da Austrália e 3,5 vezes a produção da África do Sul”, explica Rodrigues.
Graças à disponibilidade maior de cana, a produção de etanol aumentou quase 20% no país, atingindo quase 28 bilhões de litros na atual safra. O incremento de oferta do biocombustível foi superior a 4 bilhões de litros, enquanto as exportações caíram quase 1 bilhão de litros, ampliando ainda mais a oferta de etanol para o mercado interno.
“No total, o aumento da oferta de etanol para o mercado doméstico superou 5 bilhões de litros. Foi o maior incremento de oferta interna em um único ano já visto no Brasil, o que contribuiu significativamente para o mercado interno de combustíveis”, disse o diretor da Unica. Ele destaca que esse aumento de oferta foi suficiente para atender todo o crescimento do consumo de combustíveis para veículos leves no País, o que evitou novas importações de gasolina.
No ano safra 2012/2013, as importações de gasolina atingiram 4,2 bilhões de litros segundo a Agencia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), gerando um déficit de US$3,2 bilhões na balança comercial brasileira. Graças ao aumento na oferta de etanol, também foi possível retornar a mistura de etanol anidro na gasolina ao patamar de 25% a partir de maio de 2013. Isso permitiu um ganho adicional de 10% na capacidade brasileira de refino de gasolina, o que representa mais de 200 milhões de litros adicionais oferecidos mensalmente no mercado doméstico.
O aumento recorde de produção registrado pelo setor sucroenergético na atual safra, atingido apesar da falta de rentabilidade para os produtores, é um reflexo do esforço permanente do setor para reduzir a capacidade ociosa nas usinas.

Apesar do maior aumento de oferta de etanol registrado em todos os tempos em uma única safra, e do volume recorde de cana processada no país na safra 2013/2014, a procura aquecida pelo etanol nas bombas resultou em um aumento no preço do produto entregue pelas usinas nas últimas semanas. O impacto vem sendo notado pelo consumidor mesmo com um estoque de etanol para a entressafra significativamente maior do que o volume disponível durante a entressafra de um ano atrás.

Dados apurados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e também pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) mostram que o estoque de etanol disponível no início de fevereiro, ou seja, no meio da entressafra que ocorre entre dezembro e março, era mais de 10% superior ao observado no mesmo período um ano atrás. Apesar do volume mais elevado, a demanda pelo consumidor tem sido ainda maior, forçando a alta nos preços.

“É o mesmo efeito que ocorre pontualmente com outros produtos agrícolas, em períodos de baixa ou nenhuma produção. O etanol consumido hoje foi produzido durante o período de safra, que terminou no final de novembro ou início de dezembro para a grande maioria das usinas do Centro-Sul. Até o início da nova safra, em abril, o consumidor será abastecido por etanol estocado enquanto havia produção”, explica o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

Dados apurados pela Unica, MAPA e demais associações de produtores de etanol do país, confirmam a safra recorde de cana-de-açúcar este ano, que irá atingir cerca de 650 milhões de toneladas, 11% superior ao volume total da safra anterior. O aumento na oferta de cana que levou à produção mais alta foi de 65 milhões de toneladas, praticamente todo ele direcionado para a produção adicional de etanol.

“O aumento de moagem que ocorreu no Brasil devido à maior oferta de cana é superior a toda a produção de cana-de-açúcar de importantes países produtores. Por exemplo, só os 65 milhões de toneladas adicionais representam 2,5 vezes toda a produção da Austrália e 3,5 vezes a produção da África do Sul”, explica Rodrigues.

Graças à disponibilidade maior de cana, a produção de etanol aumentou quase 20% no país, atingindo quase 28 bilhões de litros na atual safra. O incremento de oferta do biocombustível foi superior a 4 bilhões de litros, enquanto as exportações caíram quase 1 bilhão de litros, ampliando ainda mais a oferta de etanol para o mercado interno.

“No total, o aumento da oferta de etanol para o mercado doméstico superou 5 bilhões de litros. Foi o maior incremento de oferta interna em um único ano já visto no Brasil, o que contribuiu significativamente para o mercado interno de combustíveis”, disse o diretor da Unica. Ele destaca que esse aumento de oferta foi suficiente para atender todo o crescimento do consumo de combustíveis para veículos leves no País, o que evitou novas importações de gasolina.

No ano safra 2012/2013, as importações de gasolina atingiram 4,2 bilhões de litros segundo a Agencia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), gerando um déficit de US$3,2 bilhões na balança comercial brasileira. Graças ao aumento na oferta de etanol, também foi possível retornar a mistura de etanol anidro na gasolina ao patamar de 25% a partir de maio de 2013. Isso permitiu um ganho adicional de 10% na capacidade brasileira de refino de gasolina, o que representa mais de 200 milhões de litros adicionais oferecidos mensalmente no mercado doméstico.

O aumento recorde de produção registrado pelo setor sucroenergético na atual safra, atingido apesar da falta de rentabilidade para os produtores, é um reflexo do esforço permanente do setor para reduzir a capacidade ociosa nas usinas.

 



Fonte: Ascom Unica
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