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Gasoduto

Defensores reconhecem complexidade do projeto

13/02/2006 | 00h00

O ex-vice-presidente do BNDES Darc Costa, hoje consultor do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, e o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, admitem que a obra do gasoduto é complexa, mas acham que é viável economicamente e que os desafios ambientais podem ser vencidos.

"Atravessar a Amazônia Legal não vai ser fácil porque hoje a legislação ambiental do Brasil é uma das mais severas que existe e o mundo tem olhos muito críticos com relação à região. Mas achamos que os problemas podem ser superados", diz Rondeau.

Segundo o ministro, o projeto não deve ser imaginado como um gasoduto da Venezuela, mas sim de cinco fontes de suprimento que vão permitir integrar as reservas da Venezuela, Brasil, Peru, Argentina e Bolívia. "É um empreendimento transnacional que permitirá integrar as reservas da Patagônia argentina, com Camisea (Peru) e com a Bolívia, criando um anel de gás que não poderá ser fechado. Ele permitirá também trocar energia entre as regiões, seja por meio do gás ou de eletricidade", diz.

Darc Costa diz ainda que ele trará mais confiabilidade energética para a região, à medida que a Argentina poderá liberar gás para o Chile. Sobre a polêmica travessia da Amazônia, o ministro explica que o traçado prevê a passagem dos dutos por áreas já ocupadas.

"Não tem nada atravessando mata fechada", afirma Rondeau. Ildo Sauer ressalta que o atual estudo do traçado levou em conta todas as florestas nacionais, parques ecológicos e reservas indígenas.

Uma das idéias em estudo - e existem outras possibilidades - é que o gasoduto siga a margem da BR-174 até Manaus, seguindo dali pela rodovia AM-10 até Itaquatiara (AM). De lá ele segue para a região de Oriximiná no Pará, acompanhando depois o traçado da linha de transmissão Tucuruí-Manaus, que será licitada este ano ou no próximo. Outro desafio será a travessia do Rio Amazonas, que poderá ser feita com dutos subterrâneos por baixo do leito do rio, depois de feitos furos longitudinais.

"Existem dificuldades tecnológicas que precisam ser superadas, uma delas é a travessia do maciço das Guianas, a outro é a travessia do Rio Amazonas. Mas a Petrobras já se prepara para atravessar o Rio Negro com o gasoduto Coari-Manaus e não acha que o Amazonas seja impossível", diz Sauer.

Sobre as dúvidas com relação ao preço do gás e investimento que a Venezuela terá que fazer para o projeto, Darc Costa responde dizendo que aquele país não pode ter os Estados Unidos como único comprador de gás e só tem a ganhar atendendo a outros mercados. Ele também afirma que o preço do gás venezuelano - seja US$ 1 ou US$ 1,70 por milhão de BTU - é viável, lembrando que o gasoduto do Cone Sul só vai comprometer uma pequena parte das imensas reservas provadas de gás da Venezuela, a sétima maior do mundo.

"A PDVSA não vai gastar mais do que US$ 1 bilhão para colocar o gás em Puerto Ordaz. Quem calcula mais do que isso está errado", diz Costa. "E esse projeto passa pelas maiores províncias minerais da Venezuela e no Brasil pelas regiões de Pitinga e Barcarena e Carajás, que pode usar 14 milhões de metros cúbicos para fazer 6 milhões de toneladas de ferro esponja (insumo para aço no processo de redução direta), agregando valor a um projeto de exportação", exemplifica Darc Costa.

Sauer admite ainda que existem opiniões divididas na Petrobras sobre os benefícios da participação da estatal no projeto - o que ele frisa que não está decidido - já que ele poderá deslocar a venda de combustíveis líquidos (principalmente diesel, gasolina e GLP) produzidos no país. Mas o diretor acha que os benefícios serão maiores do quaisquer perdas.

"Se o gasoduto for viável, alguém vai fazê-lo. Não será porque a Petrobras quer ou não que ele será inviabilizado", afirma Sauer. "Que a Petrobras participe, se for bom. Em segundo lugar, ela não perde nada porque pelo conceito de paridade de exportação, todo líquido que entrar aqui só vai gerar mais atividade econômica e crescimento. E o que for substituído pode ser comercializado no mercado internacional", conclui.



Fonte: Valor Econômico
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