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Etanol

Dedini exporta fábrica de álcool

19/07/2006 | 00h00

A indústria de base Dedini, com sede em Piracicaba (SP), desenvolveu uma fábrica de desidratação de álcool para a empresa americana Geonet Ethanol. Os equipamentos foram embarcados no mês passado para as Ilhas Virgens, no Caribe, onde a companhia deverá transformar o álcool hidratado em anidro para exportar para os EUA, afirmou ao Valor José Luiz Olivério, vice-presidente de negócios da Dedini.

"A planta deverá entrar em operação em no máximo três meses", disse Olivério. A Dedini não quis revelar o valor do negócio.

Está é a segunda unidade de desidratação de álcool desenvolvida pela Dedini. A primeira foi encomendada pela Coimex Trading no ano passado. À época o investimento da trading foi da ordem de US$ 10 milhões. A unidade da Coimex opera desde o ano passado na Jamaica.

De acordo com Olivério, a Geonet pretende importar álcool hidratado de vários países, sobretudo do Brasil, para reexportá-lo para os EUA. "Os investimentos no Caribe têm os custos mais baixos, uma vez que os americanos cobram pesadas tarifas de importação sobre o álcool", observou Olivério. Os EUA cobram uma tarifa de importação de US$ 0,54 por galão (3,78 litros) para o álcool, além de uma tarifa "ad valorem" de 2,5%.

A região do Caribe é beneficiada pelo acordo CBI (Caribbean Basin Initiative). Por meio desse tratado, o álcool da região do Caribe entra nos EUA com isenção de impostos. Os produtores do Caribe podem exportar até 7% da demanda americana por álcool, estimada nesta safra em torno de 1,5 bilhão de litros. Na atual safra, 2006/07, os EUA são o maior importador do álcool brasileiro.

A Dedini participou ontem do Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia da Agricultura Canavieira (Simtec), em Piracicaba (SP). A feira de tecnologia canavieira termina na sexta-feira.

A indústria de base Dedini também anunciou que já tem disponível comercialmente a chamada tecnologia Dedini Refinado Direto (DRD), que permite a produção de açúcar refinado a partir do caldo da cana em uma única planta. Atualmente, a produção de açúcar refinado é feita em duas etapas. Na primeira fase, o caldo da cana é transformado em açúcar bruto. Depois, o açúcar passa por nova industrialização até ser refinado.

"O investimento em uma refinaria tradicional é da ordem de R$ 40 milhões. Com a nova tecnologia, o investimento fica em torno de R$ 28 milhões", disse Olivério. Segundo ele, a usina também reduz em cerca de 15% seus custos por conta da menor utilização de energia e água.

Uma das maiores exportadoras de tecnologia sucroalcooleira do país, com faturamento da ordem de US$ 150 milhões, a Dedini desenvolve plantas de açúcar e álcool desde 1920. Seu mais recente projeto é uma destilaria para o grupo Vale do Verdão. A companhia vai instalar a nova planta em Goiás, na cidade de Santo Antonio da Barra. "A destilaria terá capacidade para industrializar 800 mil litros de álcool por dia", disse. Segundo Olivério, esta deverá ser a maior destilaria de álcool do país.



Fonte: Valor Econômico
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