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ANP

Décio Oddone, novo diretor-geral da ANP fala dos desafios do setor para 2017

02/01/2017 | 12h12
Décio Oddone, novo diretor-geral da ANP fala dos desafios do setor para 2017
Divulgação Divulgação

No Brasil, vivemos a maior transformação que o setor já enfrentou. Os leilões de áreas para exploração estão sendo retomados. Os segmentos de gás natural e downstream estão passando por mudanças profundas. Os biocombustíveis estão recuperando a sua relevância. Novos atores estarão mais presentes nessas atividades. Devemos responder com agilidade a essas alterações de cenário.

Devemos trabalhar para acelerar a exploração do gás e do petróleo brasileiros e para permitir que o país possa efetivamente se beneficiar do potencial que tem para produzir biocombustíveis. Devemos continuar garantindo a disponibilidade de combustíveis de qualidade para o consumidor e a segurança das operações. A fiscalização da produção deve ser eficiente para que as participações governamentais sejam corretamente calculadas. Devemos seguir investindo na valorização e no fortalecimento do nosso corpo técnico, na capacitação do nosso pessoal e no desenvolvimento dos nossos sistemas de gestão. Devemos melhorar continuamente o planejamento, a produtividade, a eficácia e a eficiência das nossas ações. Devemos ser ainda mais austeros no uso dos recursos públicos, simplificando nossas rotinas, focando nossos esforços nas questões mais relevantes e reduzindo nossos custos. Devemos continuar preparando a regulação brasileira para o futuro e atendendo às demandas do consumidor.

Pré-sal e GN

Essas são tarefas permanentes da ANP. Agora, no entanto, o país inteiro tem uma prioridade. A recessão deixou milhões de desempregados por todo o Brasil. O crescimento econômico deve ser retomado para gerar emprego e renda. O governo vem trabalhando para atrair capital para o nosso setor. A aprovação da lei que libera a Petrobras da condição de operadora única no pré-sal é o melhor exemplo das medidas que estão sendo adotadas. A retomada das rodadas de licitação de blocos de exploração em 2017 e os programas Gás para Crescer e RenovaBio são outros bons exemplos.

Menos burocracia

Como um dos papéis da agência é elaborar a regulação decorrente das políticas e decisões emanadas dos poderes Executivo e Legislativo, nossa participação nesse esforço é fundamental. A ANP já vem ajustando a forma como conduz sua atividade regulatória. Mas é preciso fazer mais. E mais rápido. Devemos acelerar a adequação da nossa atuação à nova orientação e aos novos objetivos. Devemos aumentar a segurança e a estabilidade regulatórias, deixando de lado preconceitos e ideologias.

A ação dos atores que geram emprego e renda para a população deve ser facilitada. Devemos trabalhar para aumentar a produtividade da indústria, reduzindo a burocracia e acelerando a tomada de decisões. As normas devem ser simplificadas. Os trâmites devem ser agilizados. Atender em tempo hábil as solicitações que recebemos não é favor. É obrigação. E um objetivo permanente.

Novos investimentos

Melhorar o ambiente de negócios para permitir maiores investimentos das empresas é a maior urgência que enfrentamos. E o principal objetivo da gestão que se inicia.

Para sermos bem sucedidos, devemos manter os canais de diálogo com os agentes regulados e a sociedade permanentemente abertos. Devemos servir cada vez melhor ao público, especialmente aos que se relacionam conosco. A sociedade, que custeia os nossos gastos, é a autoridade maior. Nós somos servidores públicos. E como tal devemos nos comportar. A agência não é um órgão com finalidade arrecadatória ou punitiva. Tem como um objetivo o cumprimento da regulação pelos atores econômicos. Deve facilitar a ação dos agentes regulados e estimular os bons comportamentos. A aplicação de multas e penalizações deve ser severa para os que não cumprirem seus compromissos ou fraudarem a regulação, não uma ferramenta de gestão ou arrecadação.

A honestidade deve continuar a nortear permanentemente as nossas ações.

Ética e transperência

Favorecimentos e ilegalidades não podem ser tolerados. Devemos trabalhar sem pressões, seguindo critérios técnicos, com profissionalismo e transparência, sem qualquer envolvimento com interesses políticos, partidários ou eleitorais. Seguindo esses princípios continuaremos sendo exitosos. Quero agradecer aos meus colegas de diretoria e a vocês pelo esforço e dedicação que têm demonstrado.



Fonte: Redação/Assessoria
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