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Bolívia

Debate agora é sobre o preço do gás

31/10/2006 | 00h00

Terminadas as negociações sobre os contratos de exploração e produção de petróleo e gás, Petrobras e o governo boliviano centram seus esforços agora nas discussões sobre o preço do gás importado pelo Brasil e a transferência, para a estatal local YPFB, do controle das duas maiores refinarias do país. A Petrobras informou que as conversas sobre o preço serão retomadas na semana que vem, quando vence o terceiro prazo acordado entre as partes. No caso das refinarias, ainda não há data para a retomada das negociações.

Os dois temas vêm sendo tratados por grupos técnicos específicos, que trabalhavam paralelamente às discussões sobre os contratos, mas saíram do centro das atenções à medida que se aproximava o fim do prazo para a assinatura dos novos contratos de exploração e produção. Na semana passada, Petrobras e YPFB se encontraram para discutir o preço do gás e acertaram uma nova rodada de reuniões entre os dias 6 e 10 de novembro. O prazo para acordo vence no dia 11, mas não há impedimento para novos adiamentos.

A Bolívia fala em aumentar para até US$ 7,50 por milhão de BTU o preço do gás vendido ao Brasil. A Petrobras, que hoje paga pouco menos de US$ 4 alega que não há espaço para aumentos. No início do mês, La Paz fechou um acordo para exportação de gás à Argentina a um preço inicial de US$ 5 por milhão de BTU, preço que, segundo observadores bolivianos, pode ser a meta do governo nas negociações com a Petrobras.

Na questão das refinarias, o presidente da YPFB, Juan Carlos Ortiz, reconheceu ontem que as conversas podem ser demoradas. Segundo a Agência Boliviana de Informações, o executivo disse que as conversas foram suspensas devido à agenda de reuniões sobre os contratos com as petroleiras. O decreto de nacionalização estabelece que a YPFB deve ter o controle das refinarias, mas, para isso, o governo Evo Morales terá de negociar uma indenização à Petrobras, que comprou as unidades por cerca de US$ 100 milhões.

Em entrevista no domingo, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não quis dar detalhes sobre o andamento das negociações sobre preço do gás e refinarias, limitando-se a dizer que as conversas prosseguem. Na falta de acordo, os conflitos podem ser levados a tribunais internacionais. No caso do gás, a Bolívia é quem tem a prerrogativa de recorrer, uma vez que foi La Paz quem pediu revisão de preços. Sobre as refinarias, é a Petrobras quem pode lançar mão do recurso para recuperar investimentos.



Fonte: Agência Estado
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