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De olho em reunião da Opep, petróleo opera sem direção única

21/08/2017 | 09h37

Os futuros de petróleo operam sem direção única, com investidores à espera do resultado de uma reunião técnica que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) realiza nesta segunda-feira, em Viena, e de novos indicadores sobre os estoques da commodity nos EUA ao longo da semana.

Às 7h58 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para outubro caía 0,09% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 52,67, enquanto o do WTI para o mesmo mês subia 0,25% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 48,78.

Na sexta-feira (18), as cotações saltaram entre 3% e 3,3%, em parte em reação a uma pesquisa da Baker Hughes que mostrou um menor número de plataformas e de poços em operação nos EUA.

No encontro de hoje, a Opep volta a discutir os níveis de cumprimento do atual acordo com outros grandes produtores para conter a oferta do petróleo. Pelo acerto, fechado no fim do ano passado e renovado em maio, Opep e dez países que não pertencem ao cartel se comprometeram a reduzir sua produção combinada em 1,8 milhão de barris por dia até pelo menos março de 2018.

Em julho, porém, o cumprimento do acordo diminuiu para 75%, graças a aumentos da produção no Irã, Guiné Equatorial, Gabão, Argélia e Emirados Árabes Unidos, segundo o último relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE).

A produção geral da Opep também cresceu no mês passado devido a um inesperado avanço na Líbia e na Nigéria, de acordo com relatório do próprio grupo. Os dois países foram excluídos do acordo, uma vez que suas indústrias petrolíferas foram prejudicadas por conflitos internos.

Analista de commodities da UBS Wealth Management, Giovanni Staunovo também prevê que os próximos números sobre estoques de petróleo e derivados dos EUA serão acompanhados de perto.

A última pesquisa do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) apontou uma queda bem maior do que se esperava no volume estocado de petróleo bruto dos EUA na semana até o dia 11.

"Existe o risco de que os estoques voltem a crescer de novo" se o recente declínio nos estoques foi principalmente causado por fatores sazonais, como a maior utilização de veículos", comentou Staunovo.



Fonte: Dow Jones Newswires, 21/08/2017
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