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Economia

Custo da energia é o fantasma do alumínio no Brasil

19/05/2010 | 10h35


Um tema dominou o debate entre os representantes das principais fabricantes de alumínio no Brasil reunidos ontem em São Paulo: o elevado custo da energia cobrado no país. Presidentes e diretores da Alcoa, Votorantim Metais/CBA, Novelis, Rio Tinto Alcan, BHP Billiton e Vale foram unânimes ao dizer que o Brasil está fora do mapa mundial para se produzir o metal competitivamente, dentro das condições atuais. Por conta disso, recentemente a Vale decidiu vender esse negócio para um grupo norueguês. A solução vai além da viabilização de uma hidrelétrica gigante como Belo Monte, no Pará. Na visão da indústria, é necessário algo mais contundente: uma política de governo que considere estratégica, ou não, essa indústria no país.

 

"Vivemos um momento crítico para a indústria de metal primário", afirmou Franklin Feder, presidente da Alcoa na América Latina e Caribe. "No Norte do país, a Alumar e a Albrás [duas fundições de alumínio no Maranhão e Pará] já pagam US$ 55 por MWhora de e isso já representa metade do seus custos de produção", informou o executivo. A direção mundial da Alcoa já avalia a possibilidade de paralisar linhas de produção de metal na Alumar. A parte da companhia americana tem capacidade de quase 270 mil toneladas por ano. "Já a nossa fábrica de Poços de Caldas (MG), se não tivéssemos energia própria, estaria parada", afirmou Feder.

O cenário traçado na abertura do IV Congresso Brasileiro de Alumínio, realizado pela Abal, entidade do setor, era tétrico. "O custo da energia no Brasil para o setor industrial é o mais alto do mundo hoje", afirmou Flávio Bulcão, da BHP Billiton. A empresa tem no Brasil investimentos na matéria-prima (bauxita) e alumina e alumínio no consórcio Alumar. "O Brasil tem inúmeras vantagens em vários quesitos, mas o preço da energia elétrica é um fator inibitivo", apontou o executivo.

 

Para João Bosco Silva, diretor-superintendente da Votorantim Metais/CBA, o que torna a energia no Brasil pouco competitiva é a carga tributária incidente sobre a tarifa, "É quase metade do valor pago por conta de custo de transmissão, regulado pelo governo, e tributos", disse o executivo. Segundo ele, fatores como esse levaram a empresa a aceitar convite do governo de Trinidad e Tobago para investir numa fundição de US$ 1 bilhão. "A energia é tão competitiva quanto no Oriente Médio".

 

Quanto a investir no Brasil, ele informou que a CBA - depois de aplicar R$ 5 bilhões em cinco anos, em expansões e em geração de energia - ainda estuda se levará avante o plano de ampliação da capacidade em 100 mil toneladas em sua fábrica de Aluminio (SP). "Já contamos com 85% de energia própria para nossas operações e para essa expansão", afirmou. Mas o grupo quer ter segurança para implementar o projeto. "Se fizermos, será uma produção adicional destinada ao mercado interno".

 

Todos apontaram que a tarifa-teto da energia é US$ 25 a US$ 30 o MWhora. Além disso, uma fundição perde competição. Nem Alcoa nem CBA abrem os acertos feitos na Arábia Saudita e Trinidad e Tobago, mas certamente foram inferiores as esses valores.

 

Mas não é preciso ir tão longe. É o que parece ter constatado a Rio Tinto Alcan, uma das três maiores fabricantes de alumínio do mundo. Viram uma oportunidade no vizinho Paraguai, que tem metade da energia gerada por Itaipu e lá estão estudando uma fundição de US$ 2,5 bilhões para produzir 450 mil toneladas. "Estamos na fase de estudos e muitos fatores serão primordiais, como custos de mão de obra, do investimento, estrutura tributária e logística, além da energia", disse Eduardo Spalding, diretor da companhia no Brasil.
 



Fonte: Valor Econômico
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