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Pós-Graduação

Curso da UFRJ pretende incentivar integração energética

23/08/2010 | 09h27
Trinta e cinco alunos da Colômbia, Bolívia, Costa Rica, Nicarágua, do Uruguai, Panamá e de El Salvador integram a segunda turma do curso de pós-graduação em análise econômica da integração energética. O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inicia hoje (23) as aulas. A primeira turma recebeu, no ano passado, 25 alunos estrangeiros, procedentes principalmente do Peru.
 

O curso visa a “criar uma cultura a favor da integração energética”, afirmou o coordenador do Gesel, professor Nivalde de Castro. Ele explicou que como o Brasil tem uma posição catalizadora nesse processo - “é a maior economia, o maior mercado de energia elétrica, a maior rede de transmissão de energia da América Latina” – ele pode fazer essa integração, aproveitando o excedente da energia gerada nos demais países, cujos mercados são reduzidos.
 

Embora tenham um potencial hidrelétrico grande, os países da América do Sul não podem construir usinas hidrelétricas para aproveitamento máximo porque o mercado deles é pequeno. “E o Brasil entrando, pode trazer essa energia para o país e viabilizar economicamente  a construção de usinas maiores”, avaliou Castro.
 

O curso se estenderá por dez meses, incluindo visitas às usinas de Itaipu, Jirau, Santo Antonio, Simplício, e a laboratórios, além de palestras com  as principais autoridades do setor elétrico nacional. Na turma de 2009, participaram 25 alunos brasileiros, funcionários das empresas do Sistema Eletrobras. Este ano, o Gesel decidiu reduzir o número de integrantes brasileiros do curso para 15, de modo a elevar o total de participantes estrangeiros.
 

A primeira atividade extra-classe da turma será o 5º Seminário Internacional do Setor de Energia Elétrica: Integração com Energia Renovável, que o Gesel promove amanhã (24) e depois (25) no Rio de Janeiro. Serão abordados no encontro os setores elétricos da Colômbia, do Peru, da Bolívia e América Central. “O foco é a integração energética”, salientou Nivalde de Castro.
 
 
Para o economista do Gesel, o desafio para a integração está concentrado na criação de normas de regulação e operação dos mercados. Ele lembrou que para trazer energia ao Brasil, os contratos das usinas hidrelétricas devem ser de longo prazo, por 30 anos.
 
 
“Então, deve ter tratados que determinem isso e normas de regulação  e operação que aceitem essa interface entre os dois países”. A elaboração de tratados bilaterais, como o firmado recentemente pelas autoridades do Brasil e Peru, pode facilitar esse processo, porque define os parâmetros da integração. “A gente está otimista, porque está conseguindo vencer toda a resistência e o medo de que a integração é problemática. E não é”, assegurou Castro.


Fonte: Agência Brasil
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