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Bolívia

Crise vai piorar, diz analista

19/05/2005 | 00h00

Um dia após a promulgação da Lei de Hidrocarbonetos, o quadro político da Bolívia continuou a caminhar rumo a um cenário de inviabilização do governo do presidente Carlos Mesa.
"A crise irá se aprofundar. A lei não contentou a ninguém. Alguns acham que ela foi longe demais e fará com que os investidores estrangeiros abandonem o país. Outros pensam que ela andou pouco e pedem a nacionalização das reservas de petróleo e gás", disse ao Valor o escritor e cientista político boliviano José Edmundo Paz-Soldan, da Universidade Cornell (EUA).
Ontem repetiram-se os protestos. Cerca de 300 mineiros foram repelidos pelas forças de segurança ao tentar se aproximar do Congresso, em La Paz. Eles pedem a renúncia de Mesa.
Para Michael Shifter, do centro de estudos Diálogo Inter-Americano, de Washington (EUA), Mesa está em um beco sem saída.
"Sua posição é muito frágil. Se ele tivesse sancionado a lei para obter apoio popular, estaria condenado politicamente, porque perderia o apoio do setor empresarial", afirmou.
Na noite de terça, horas após a lei ter sido promulgada no Congresso, Mesa fez um discurso na TV, no qual, após dizer que irá "assumir a administração da lei", tentou mudar o foco da crise, anunciando um plano para criar empregos e aumentar as exportações, entre outras iniciativas.
Embora os pedidos pela renúncia sejam insistentes, é possível que os principais partidos políticos tentem evitar sua queda. "Os partidos tradicionais necessitam que Mesa fique até 2007, porque esses dois anos que faltam para as próximas eleições podem servir para gerar novas lideranças", acredita Paz-Soldan.
Shifter concorda: "As pessoas não querem que ele saia da Presidência, mas também não deixam ele governar."



Fonte: Valor Econômico
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