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Dia Mundial da Água

Crise hídrica não acabou, mostra seminário realizado na Fiesp

24/03/2016 | 15h10
Crise hídrica não acabou, mostra seminário realizado na Fiesp
Everton Amaro/Fiesp Everton Amaro/Fiesp

O tema “Gestão da água: a crise NÃO acabou” foi escolhido para o evento anual que a Fiesp e o Ciesp realizam em comemoração ao Dia Mundial da Água, 22 de março, a fim de debater as lições aprendidas com a crise hídrica. Nelson Pereira dos Reis, diretor titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp, enfatizou na abertura do evento que “é preciso avaliar os desafios a serem enfrentados no planejamento de médio e longo prazo”. O seminário da Fiesp e do Ciesp foi realizado nesta quarta-feira, 23.

Para Reis, há reconhecimento quanto à existência de um avançado sistema de gerenciamento de recursos hídricos, com colegiados deliberativos, inclusive com instrumento econômico para a promoção do uso racional e eficiente da água que é a cobrança pelo seu uso. Mas ressaltou que, durante o auge da crise hídrica de 2014/2015, houve falta de coordenação e de maior envolvimento dos comitês de bacias e do Conselho Estadual nas discussões emergenciais a serem adotadas. O Comitê PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), porém, discutiu intensamente a gestão da água e as regras de restrição para os usuários, o que não aconteceu em outras bacias hidrográficas, como a do Alto Tietê e menos ainda no Conselho Estadual, em sua opinião.

O diretor de Meio Ambiente criticou o fato de ter sido criado um comitê de crise de forma independente do sistema estadual, ignorando a existência deste com a função de ser fórum de debates legalmente constituído. Outro fato relevante é que sequer foi dado conhecimento ao Conselho Estadual do Plano de Contingência, desconsiderando a necessária discussão que se impunha de amplo debate com a sociedade e a devida compatibilização com o Plano Estadual de Recursos Hídricos a fim de pautar as ações e os investimentos na gestão. Reis frisou acreditar na gestão participativa, integrada e descentralizada dos recursos hídricos, o que exige profunda reflexão sobre o sistema e seu papel.

“Podemos sair fortalecidos da crise, mas é preciso encarar os desafios e encontrar soluções que atendam as demandas da sociedade de forma equilibrada”, disse, ao lembrar o forte empenho da indústria nos últimos dez anos a fim de reduzir a dependência desse insumo com foco no reúso, redução do consumo e aproveitamento da água de chuva. Mesmo assim, houve o registro de indústrias que foram obrigadas a paralisar suas atividades temporariamente, amargando prejuízos econômicos e sociais pela falta de água, sinalizou Reis.

Para finalizar, Nelson Pereira dos Reis reportou a iniciativa bem sucedida da Fiesp e do Ciesp com a campanha Água na Medida, com a distribuição de 1,5 milhão de kits redutores de vazão em todo o Estado de São Paulo, que somam, com 4 redutores em cada kit, 6 milhões de unidades. Os redutores permitem economia de até 50% no ponto instalado. Foram atendidos a população, de modo geral, escolas, hospitais, prefeituras e corporações como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, entre outros.

Celso Monteiro de Carvalho, vice-presidente do Conselho de Meio Ambiente da Fiesp (Cosema), defendeu que a cobrança de água seja feita efetivamente pelo que foi consumido. Atualmente, a cobrança é realizada como se houvesse o consumo de 10 metros cúbicos, mesmo que o uso seja mais baixo. Isso, disse Carvalho, estimula o desperdício. A cobrança pelo que foi efetivamente consumido eliminaria a cultura do desperdício.



Fonte: Agência Indusnet Fiesp/Redação
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