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Análise

Crise fará distribuidor contratar menos energia

09/12/2008 | 02h38

O planejamento dos investimentos em relação à oferta de energia elétrica futura vai incorporar a retração da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) prevista pelos analistas do governo e do mercado para 2009, diante da crise financeira internacional. “Com a percepção de que o mercado vai crescer a taxas menores, as distribuidoras deverão contratar menos energia”, afirma Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ). “Em relação ao nível de expansão da oferta, não há problema em relação à crise, já que esse problema é ajustado naturalmente pelo formato do modelo do setor”, diz Castro.

 

Para o especialista, disponibilidade de crédito para os programas que já foram ofertados em leilões do governo federal não deve ser um problema. “O BNDES ( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), de certa maneira, já mitigou essa dificuldade do empreendedor e dos consórcios conseguirem financiamento”, comentou ao se referir das linhas de crédito abertas pelo banco estatal exclusivas para o setor elétrico. Ele lembra, inclusive, que “a instituição abriu um empréstimo ponte para facilitar o início das obras, além de uma linha de crédito para importação de equipamentos” que não são produzidos em território nacional.

 

Castro adverte que o custo de financiamento dessas linhas vai ser maior, ou seja, as taxas de juros serão mais elevadas, “porque a garantia não é mais a garantia da obra, e, sim, a garantia da empresa que está no consórcio. Então, são juros mais caros”.

 

Sobre a oferta de energia no setor elétrico, Castro desta outro instrumento importante do Estado brasileiro para garantir a realização de todos os leilões. “O governo tem o Sistema Eletrobrás como instrumento de política energética. Ele estimula que as empresas do grupo Eletrobrás formem consórcios”, conta. Segundo o economista, a capacidade do grupo Eletrobrás de alavancar recursos garante a realização dos leilões de energia.

 

Em relação ao licenciamento ambiental das obras para geração de energia, Castro afirma que esse problema será resolvido gradativamente, na medida em que a regulação do licenciamento for se consolidando. “Será cada vez mais claro qual é o tipo de exigência que a legislação pede. Essa adaptação é questão de tempo”, arremata.



Fonte: Gazeta Mercantil
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