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Cresce interesse chinês no minério brasileiro

28/07/2010 | 10h35
Os chineses estão de olho no mercado brasileiro, principalmente na área de mineração. Em 2010, segundo levantamento da Heritage Foundation e da consultoria Strategus, os investidores asiáticos já gastaram quase US$ 7 bilhões em compras de ativos no Brasil, dos quais US$ 2 bilhões na aquisição de três minas de minério de ferro.
 
 
Foram adquiridos 20% da MMX Mineração pela siderúrgica Wuhan; a mina de Itaminas, em Minas Gerais, adquirida por US$ 1,2 bilhão; e outra mina de minério de ferro, de propriedade da Votorantim Novos Negócios, do projeto Salinas, na Bahia, terá a negociação concluída com a Shandong Iron & Steel após a finalização dos estudos de viabilidade e geológicos em andamento, informou Rodrigo Maciel, consultor de mineração e siderurgia da Strategus.
 

O executivo, que trabalhou durante quatro anos no Conselho Empresarial Brasil-China, visita aquele país pelo menos cinco vezes ao ano. Maciel disse que atualmente o interesse dos investidores chineses pelas minas brasileiras aumentou bastante e, no mínimo, duas delegações de empresas chinesas têm aportado mensalmente no Brasil em busca de oportunidades de negócios no setor. O consultor não vê com o mesmo entusiasmo investimentos chineses em usinas siderúrgicas no Brasil, já que a China tem um excedente de capacidade nominal de produção de aço calculado entre 100 milhões a 200 milhões de toneladas anuais.
 

Na sua análise, a construção de uma usina de aço pela Wuhan, no Porto Açu, em São João da Barra (RJ), é uma diversificação estratégica dos chineses para vender placas e produtos acabados de aço no mercado brasileiro, dadas as boas perspectivas da demanda doméstica nacional aquecida pelos eventos da Copa do Mundo, em 2014, das Olimpíadas em 2016, e dos negócios com o Pré-Sal. "Em geral, os chineses acham que investir em indústria no Brasil, principalmente aço, é problemático por causa da tributação e dificuldade para trazer trabalhadores chineses para o país."
 

A perspectiva de desaquecimento da economia da China no curto prazo, fantasma que voltou a assustar os mercados na semana passada, é vista por Maciel como remota. Em estudo de sua autoria, intitulado "Por quê a China está olhando a América Latina?", o executivo levanta o fato de o gigante asiático ser menos movido a exportações do que em geral se supõe. "As principais alavancas do crescimento do PIB chinês nos últimos 20 anos são o investimento fixo - com construção (civil e pesada) respondendo por 65% - e o consumo das famílias - incluindo despesas do governo."
 

O investimento, principalmente em infraestrutura, garante o andamento do colossal plano de urbanização do governo chinês, destaca o executivo. De acordo com pesquisa da consultoria McKinsey, citada no paper de Maciel, as autoridades chinesas planejam transferir 400 milhões de pessoas do campo para a cidade até 2025, o equivalente a dois Brasis. A meta das autoridades locais é ter 64% da população vivendo em centros urbanos nos próximos 15 anos.
 

"Esse processo pode levar a uma mudança qualitativa de hábitos de consumo na transição da vida rural para a vida urbana", comenta Maciel. Para ele, o fato indica mais consumo e consequentemente maior produção de bens duráveis como geladeiras, fogões, máquinas de lavar e automóveis, dentre outros. "A produção de veículos em 2025 está sendo estimada em 32 milhões de veículos contra os 16 milhões atuais, ou seja o dobro".
 
 
O processo de urbanização inclui ainda a proliferação de novas cidades na China. Pesquisa citada por Maciel , estima que o número de megacidades com mais de 10 milhões de habitantes vai saltar de duas, em 2005, para oito, em 2025. Os municípios considerados grandes, com população entre 5 a 10 milhões de pessoas, vão aumentar de 12 para 15 no período avaliado. As cidades de médio porte (entre 1,5 milhão e 5 milhões de habitantes) são as que vão expandir mais, de 69 para 115.
 

"Esse processo de urbanização, já em marcha, garante à China potencial para manter crescimento sustentável pelos próximos 15 anos, demandante de minério de ferro e aço", prevê Maciel. Segundo ele, relatórios do Banco Mundial e do Forum Econômico Mundial projetam patamar de crescimento do PIB chinês entre 2020-2025 na casa de 7% a 9%, abaixo dos atuais 10% a 11%, mas ainda razoável para um país mastodôntico como a China, onde tudo é colossal.


Fonte: Valor Online
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